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21/07/2014
10:00

A inesperada derrota para a Chapecoense no último sábado fez mais do que atrapalhar os planos do São Paulo em brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. O revés e, principalmente, a maneira como o time aceitou a retranca armada pelos catarinenses trouxe à tona fantasmas que Muricy Ramalho pensava ter enterrado durante dos treinos na parada para a realização da Copa do Mundo.

Como nas eliminações para Ponte Preta e Penapolense na Copa Sul-Americana e no Campeonato Paulista, respectivamente, o Tricolor deu vexame diante de seus torcedores por não apresentar alternativas contra ferrolhos e por seguir sofrendo com a falta de regularidade nas competições.

No último sábado, foram 66,1% de posse de bola praticamente improdutiva. Os são-paulinos conseguiram manter a Chapecoense presa no campo defensivo na maior parte do jogo, mas a meta do goleiro Danilo foi pouco ameaçada pelo excesso de cruzamentos tricolores.

– Prevíamos a dificuldade pela marcação forte da Chapecoense. Tivemos oportunidades, mas não muito claras, sempre forçadas. Parecia que ficaríamos dias jogando sem fazer um gol. Não tivemos clareza. Lutamos, corremos, mas não articulamos. É difícil explicar, não soubemos furar a retranca – analisou o técnico Muricy Ramalho no dia do jogo.

E a preocupação do treinador com a oscilação do time e com a falta de criatividade para escapar de ferrolhos tende a aumentar. Com time estrelado e ainda esperando a estreia de Kaká e a volta de Luis Fabiano, os rivais devem ir ao Morumbi ainda mais fechados.

A esperança, então, passa a morar em Kaká. O craque “diferente”, como gosta de dizer Muricy, tem a capacidade de desmontar as defesas com dribles e arrancadas, mas conseguirá fazer isso sozinho?