icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci, Gabriel Carneiro e Russel Dias
06/04/2014
08:04

Será que vai dar certo? Não foi caro demais? Por que só agora que ele está em baixa? Onde ele vai entrar nesse time? Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas rondaram a cabeça do torcedor quando Leandro Damião foi anunciado como reforço do Santos para 2014. A sequência de jogos, no entanto, provou que a presença de um grande nome podia ajudar o time de Oswaldo de Oliveira. Até para diminuir o foco nos jovens...

Neste domingo, às 16h, o atacante de R$ 42 milhões vestirá sua camisa 9 branca para a primeira decisão como jogador do Peixe. No Pacaembu, a equipe que precisou de apoio de investidores para contratar um atacante de peso, enfrenta o Ituano no primeiro de dois jogos que definem o campeão do Paulistão nesta temporada.

A chance de conquistar o primeiro título tão cedo mexe com Damião, que tem história de luta no futebol e revelou, em entrevista ao LANCE!Net, uma curiosidade: o time da Vila Belmiro, que hoje se esforça mensalmente para pagar suas parcelas em dia, já o teve nas mãos, mas rejeitou.

– Teve teste na escolinha do Santos, sim, mas não deu certo. Dei continuidade e ao longo do tempo a coisa foi clareando para mim – recorda o hoje badalado atacante, mas que jogou no futebol amador até 2007, quando teve uma oportunidade em Santa Catarina e não desperdiçou.

Reservado, diferente da maioria dos jovens companheiros, Damião reconhece que qualidade técnica não é seu forte, mas que outros elementos o ajudaram a dar a volta por cima e, apenas sete anos depois de um “não”, virar o jogador mais caro da história do futebol brasileiro.

– Não tinha muita qualidade, mas fiz treino em dois períodos quando estava no time B do Inter e fui melhorando pouco a pouco. Minha vitória é todo dia, né? Não é porque virei profissional e estou jogando em um clube como o Santos que tenho que ficar satisfeito – afirma o camisa 9.

“Exímio ciclista” para seu treinador, embasbacado com a assistência de bicicleta nas quartas de final, Damião chega à primeira decisão com fome de títulos, já que viveu um 2013 fraco, perdeu espaço na Seleção e não recebe mais o volume de propostas para ir à Europa que tinha em outros tempos.

– Aprendi a ter tranquilidade, a não sofrer muito, mas quero crescer e dar títulos ao Santos – confia.

Se a Copa do Mundo está longe, assim como a várzea, o Paulista é a realidade. E o Ituano que se cuide.

BATE BOLA com Leandro Damião
Atacante do Santos, ao LANCE!Net:

O que acha do foco hoje ser mais nos jovens do que nos experientes?

Tranquilo. Estou tentando ajudar o Santos, independentemente de estar fazendo gol ou não. Fiz muitos gols pelo Inter, pela Seleção, mas estou me adaptando bem aqui, e o time está ganhando seus jogos. Pressão existe em qualquer lugar.

Isso faz do Santos favorito?
Pela campanha que fizemos, sempre vamos ser colocados como favoritos. Mas não tem isso. Favoritismo é só depois dos 90 minutos.

Você já jogou em algum time tão ofensivo quanto o Santos?
O time se torna ofensivo pela maneira com que você se coloca. São praticamente quatro atacantes, mas sabendo recompor viram meias, laterais, até volantes. Se cada um fizer sua função e ajudar na marcação não vejo um time tão ofensivo, mas um time que sabe se defender bem.

O Oswaldo diz que você é disciplinado taticamente. Você concorda?
Tenho que ajudar, não adianta ficar parado lá na frente esperando bola e não ajudar na marcação.

Esse elenco tem força para brigar no Campeonato Brasileiro?
Só vamos ver quando estiver disputando o Brasileiro. O Paulista hoje no Brasil é o mais disputado entre os Estaduais. Não tem como falar hoje, mas lá na frente saberemos se a equipe está preparada.

Gosta dos elogios do Oswaldo?
Fico muito feliz. Ele já trabalhou com vários atacantes e me destaco pelo trabalho e dedicação.