icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
27/11/2013
15:14


“Eu e Bruno Andrade (repórteres), o fotógrafo Eduardo Viana e Fellipe Santos, repórter-cinematográfico da LANCE!TV tínhamos feito a entrevista com o ex-presidente Andrés Sanchez e ido na parte interna do estádio para fazer fotografias do local. Também fizemos fotos do ex-presidente dentro do estádio. Saímos da parte interna andando pelo local, na área comum dos operários, e em direção à portaria, que fica a cerca de 200 metros do estádio. Ficamos conversando e aguardando o motorista chegar para nos levar embora, quando escutamos o início de um forte barulho.

Olhamos para trás e vimos os guindastes pendendo para o lado esquerdo e caindo sobre o estádio. Em um primeiro momento foi o susto, o espanto de ver um guindaste tão grande cair sobre o estádio. Depois, a primeira reação foi correr até o local mais próximo onde conseguimos chegar para visualizar o que tinha acontecido mais de perto. Depois de tirar as fotos e avisar a redação, a ficha começou a cair que tínhamos acabado de escapar da morte. Por cerca de três ou quatro minutos e uns 200 metros não fomos atingidos pelo guindaste.

A sensação é a pior possível, e assim como todos os operários pegaram seus celulares para avisar a família que estava tudo bem, eu fiz o mesmo, liguei para minha esposa e minha mãe e pedi que assim que vissem notícias sobre o estádio se acalmassem porque eu estava bem. Tenho certeza de que Deus estava do nosso lado e fez com que a gente não demorasse mais tempo na parte interna do estádio.”