icons.title signature.placeholder Eduardo Moura
icons.title signature.placeholder Eduardo Moura
11/07/2013
08:00

São dois anos de diferença entre a primeira passagem e a atual. Mas o técnico Renato Gaúcho não mudou muito seus conceitos sobre futebol. O esquema tático segue o mesmo. O discurso de afago aos jogadores também se assemelha ao anterior. A metodologia de trabalho segue a mesma, também: o comandante retomou no Grêmio os treinamentos sem time adversário, algo comum para nomes como Mano Menezes, Tite e Valdir Espinosa, treinador de Renato na equipe gaúcha e que diz ter sido um dos precursores no uso - compara a orientação à aula no quadro do vestiário. Espinosa, inclusive, conta que foi 'cornetado' por um torcedor nos idos anos 80, pela falta de time reserva nos trabalhos.

O ex-treinador do Grêmio garante que usava tal método repetido por Renato Gaúcho desde sua passagem pelo clube em 1986, quando Renato ainda estava no Tricolor calçando chuteiras e levando perigo aos adversários dentro do campo. Em papo com o LANCE!Net, Espinosa revelou o que um gremista gritou para ele, na saída de um treinamento no suplementar, em tom jocoso:

- Sem ninguém para jogar contra é fácil.

O fato é que, com Espinosa e Renato, estão nomes vencedores do Brasil. Tite, campeão de tudo com o Corinthians, é adepto deste tipo de trabalho - faz sempre na véspera das partidas. Gilson Kleina também faz no Palmeiras. Mano Menezes, atualmente no Flamengo, usa este tipo de treino também. Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Celso Roth também costumam utilizar isso no trabalho. Técnico anterior do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo fazia pouco tal tipo de atividade. A ideia é posicionar os jogadores como se fossem os 'botões' do quadro do vestiário. Tal qual a 'aula' na preleção. Segundo Espinosa, facilita o entendimento dos atletas. Faz com que os companheiros se conheçam dentro do campo e aumentem o entrosamento. Treinador e também auxiliar de Renato, o técnico diz que foi um dos primeiros a adotar tal trabalho no Brasil.

- É como se estivesse no quadro no vestiário, mostrando os botões. Transforma-se os jogadores nos botões. Eles vão ter uma visão melhor, um aprendizado melhor. E aí tu já vai corrigindo. Foi a partir disso. Pensei em transformar esses botões nos jogadores em campo. E tirei os adversários. É importante porque define as jogadas, os movimentos, e a partir daí as coisas acontecem. Para eles assimilarem movimento e posicionamento do time - comentou o técnico campeão do mundo pelo Grêmio em 1983 ao LANCE!Net.

Grandes protagonistas da situação, os jogadores aprovam o tipo de treinamento-fantasma. Renato posiciona sua equipe em uma metade do gramado de jogo. O goleiro faz o lançamento em direção aos zagueiros Werley e Bressan. Um deles domina e começa as jogadas do campo. Nesta quarta, Renato deu ênfase aos movimentos ofensivos pelo lado direito.

- Já tive a oportunidade de trabalhar dessa maneira, quando trabalhei com o Dorival no Atlético-MG. Trabalhei muito essas situações, o Renato gosta de fazer muito também. Semana passada fizemos e fizemos de novo ontem (quarta). Vamos crescer muito, visando sempre a parte tática. Acredito que todas as funções vão evoluir com ele - destacou o zagueiro Werley.

O elenco gremista retoma os trabalhos na tarde desta quinta-feira, no Olímpico. Renato deve montar novamente a equipe que enfrenta o Botafogo, no domingo, às 16h, na Arena. O comandante não pode contar, nesta quarta, com a dupla de volantes Souza e Adriano. A tendência, porém, é que ambos treinem já nesta quinta.

São dois anos de diferença entre a primeira passagem e a atual. Mas o técnico Renato Gaúcho não mudou muito seus conceitos sobre futebol. O esquema tático segue o mesmo. O discurso de afago aos jogadores também se assemelha ao anterior. A metodologia de trabalho segue a mesma, também: o comandante retomou no Grêmio os treinamentos sem time adversário, algo comum para nomes como Mano Menezes, Tite e Valdir Espinosa, treinador de Renato na equipe gaúcha e que diz ter sido um dos precursores no uso - compara a orientação à aula no quadro do vestiário. Espinosa, inclusive, conta que foi 'cornetado' por um torcedor nos idos anos 80, pela falta de time reserva nos trabalhos.

O ex-treinador do Grêmio garante que usava tal método repetido por Renato Gaúcho desde sua passagem pelo clube em 1986, quando Renato ainda estava no Tricolor calçando chuteiras e levando perigo aos adversários dentro do campo. Em papo com o LANCE!Net, Espinosa revelou o que um gremista gritou para ele, na saída de um treinamento no suplementar, em tom jocoso:

- Sem ninguém para jogar contra é fácil.

O fato é que, com Espinosa e Renato, estão nomes vencedores do Brasil. Tite, campeão de tudo com o Corinthians, é adepto deste tipo de trabalho - faz sempre na véspera das partidas. Gilson Kleina também faz no Palmeiras. Mano Menezes, atualmente no Flamengo, usa este tipo de treino também. Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Celso Roth também costumam utilizar isso no trabalho. Técnico anterior do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo fazia pouco tal tipo de atividade. A ideia é posicionar os jogadores como se fossem os 'botões' do quadro do vestiário. Tal qual a 'aula' na preleção. Segundo Espinosa, facilita o entendimento dos atletas. Faz com que os companheiros se conheçam dentro do campo e aumentem o entrosamento. Treinador e também auxiliar de Renato, o técnico diz que foi um dos primeiros a adotar tal trabalho no Brasil.

- É como se estivesse no quadro no vestiário, mostrando os botões. Transforma-se os jogadores nos botões. Eles vão ter uma visão melhor, um aprendizado melhor. E aí tu já vai corrigindo. Foi a partir disso. Pensei em transformar esses botões nos jogadores em campo. E tirei os adversários. É importante porque define as jogadas, os movimentos, e a partir daí as coisas acontecem. Para eles assimilarem movimento e posicionamento do time - comentou o técnico campeão do mundo pelo Grêmio em 1983 ao LANCE!Net.

Grandes protagonistas da situação, os jogadores aprovam o tipo de treinamento-fantasma. Renato posiciona sua equipe em uma metade do gramado de jogo. O goleiro faz o lançamento em direção aos zagueiros Werley e Bressan. Um deles domina e começa as jogadas do campo. Nesta quarta, Renato deu ênfase aos movimentos ofensivos pelo lado direito.

- Já tive a oportunidade de trabalhar dessa maneira, quando trabalhei com o Dorival no Atlético-MG. Trabalhei muito essas situações, o Renato gosta de fazer muito também. Semana passada fizemos e fizemos de novo ontem (quarta). Vamos crescer muito, visando sempre a parte tática. Acredito que todas as funções vão evoluir com ele - destacou o zagueiro Werley.

O elenco gremista retoma os trabalhos na tarde desta quinta-feira, no Olímpico. Renato deve montar novamente a equipe que enfrenta o Botafogo, no domingo, às 16h, na Arena. O comandante não pode contar, nesta quarta, com a dupla de volantes Souza e Adriano. A tendência, porém, é que ambos treinem já nesta quinta.