icons.title signature.placeholder Caio Carrieri, Eduardo Mendes, Maurício OIiveira e Thiago Salata
03/07/2014
16:30

Calma, torcedor! O jogo contra a Colômbia será difícil, mas nada como o teste para cardíacos que aconteceu contra o Chile, pelas oitavas de final. A opinião é do técnico Luiz Felipe Scolari. Para ele, não haverá “guerra” nesta sexta-feira, no Castelão, em Fortaleza. Ele explica por quê:

– A Colômbia tem um time mais técnico, mas o Chile agrupa melhor atrás e joga com um espírito e uma dinâmica de jogo diferente. A Colômbia, por equipe, é melhor, bem melhor, mas joga um futebol jogado. Não existe guerra contra a Colômbia. Nossas guerras são contra Chile, Uruguai, Agrentina. Jogos contra a Colômbia, amistoso ou valendo Copa, são alegres, com força, vigor, mas não tem essa rivalidade. Nosso jogo com o México, até tem um pouco de rivalidade, mas há amizade. Contra a Colômbia também – explicou Felipão.

– Por isso, eu disse há um ano que não gostaria de jogar contra o Chile porque é uma guerra! Contra a Colômbia, não há isso e nossos jogadores se sentem mais à vontade. Queiram vocês ou não, os chilenos, os uruguaios e os argentinos jogam com malandragem, com perspicácia, e isso a gente não tem.

De fato, no ano passado, o técnico brasileiro que entre Espanha, Holanda e Chile, a única seleção do Grupo B da Copa que ele não queria enfrentar logo nas oitavas era oChile.

O capitão Thiago Silva, que não é bobo nem nada, concorda com o chefe. Ele acha que a Seleção se sentirá bem com mais espaço para jogar no Castelão do que o encontrado no Mineirão, diante da seleção chilena.

– Para mim, é melhor quando a equipe adversária vem para cima e propõe o jogo também. Tecnicamente falando, a Colômbia é diferenciada por esse aspecto. Por terem essa qualidade de querer jogar, acaba ajudando a nossa equipe já que a gente também tem qualidade técnica. Quando você joga em 70, 80 metros, tem mais liberdade para atacar do que nos 50 metros que tínhamos contra o Chile, por exemplo.