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08/07/2013
19:01

Contratado para ser o dono da camisa 9 e o artilheiro do Paraná Clube em 2013, o atacante Reinaldo ainda não conseguiu mostrar serviço. E o próprio jogador admite que não atravessa um bom momento no Tricolor. Tanto que chegou a pensar até em não receber salário caso não entre em campo.

Aos 34 anos, o atleta, que foi revelado pelo Flamengo e passou por São Paulo, Santos, Botafogo, entre outros no Brasil, além de Paris Saint-Germain, da França, e times asiáticos, quer deixar as lesões musculares na equipe paranista para trás (foram três em 2013) e recuperar o futebol do passado.

Até entrar em campo na última sexta-feira, aos 20 minutos do segundo tempo, no empate em 2 a 2 com o América-MG, Reinaldo estava sem jogar desde o dia 24 de abril, na derrota do Paraná por 3 a 2 para o São Bernardo, pela Copa do Brasil.

O atacante, que disputou apenas dez das 31 partidas do clube no ano, marcando quatro gols, garante que está 100% fisicamente e quer alcançar a meta de 20 gols no ano. Em entrevista ao LANCE!, o atacante elogiou o Tricolor e declarou que ainda não rendeu tudo o que pode com a camisa tricolor.

– Eu me cobro muito sempre. Sei da pressão que existe em cima da minha contratação e não vou fugir da responsabilidade – disse ele.

Veja abaixo a entrevista ao L!.

É verdade que você se ofereceu a rescindir seu contrato com o Paraná por conta das lesões?

Já tive três lesões musculares esse ano e aí passa muita coisa na cabeça. Tive uma conversa com o superintendente de futebol e deixei ele à vontade para rescindir o contrato. Não gosto de ficar recebendo e não dando resultado para o clube, mas a diretoria nem quis ouvir. Os dirigentes me deram confiança, me deixaram tranquilo e agora estou pronto para voltar a jogar.

Como você está se sentindo atualmente?

Hoje estou clinicamente 100%. Mas ainda falta ritmo de jogo, faz muito tempo que eu não jogo, mas até a volta da Série B dá tempo para eu recuperar isso. Eu venho treinando fortemente com o grupo, mas sei que tenho de brigar pela vaga de titular. Sei do meu potencial. O treinador Dado Cavalcanti é um cara muito sério e responsável e vai colocar para jogar quem estiver melhor. Só que sempre tenho que provar a minha qualidade. Os outros atacantes também estão mostrando seu valor.

Como você avalia seu desempenho com a camisa do Paraná?

Com as poucas partidas que joguei, é claro que não era o que eu esperava. Projetei fazer, pelo menos, 20 gols esta temporada e neste primeiro semestre fiz apenas quatro. É muito pouco para um atacante. Eu me cobro muito sempre. Sei da pressão que existe em cima da minha contratação e não vou fugir da responsabilidade.

Espera ainda atingir a meta de pelo menos 20 gols neste ano?

Minha meta é fazer gols e tenho tempo para recuperar e fazer todos estes gols. Mas não sou egoísta, não posso pensar só em mim. Atacante quer fazer gols em todos os jogos. Eu sou assim mas não posso ser fominha, dependo dos meus companheiros. Por isso, quero principalmente ajudar o Paraná.

Até onde o Paraná pode chegar nesta Série B? É possível conquistar o acesso à primeira divisão?

É possível, sim. Mas temos de trabalhar muito. Se acabasse hoje, estaríamos fora. Já tive um acesso com o Figueirense, em 2010, mas agora está muito mais difícil. Na Série B não basta só jogar bem. Vale raça, dar bico na bola. Assim, junto com o fator casa, dá para buscar a vaga.

O que você já conhecia do Paraná e o que te fez aceitar a proposta do clube no começo do ano?


O Lucio Flavio me procurou no começo do ano. Nós jogamos juntos no São Paulo e no Botafogo, somos muito amigos. Eu estava na China, tinha outras propostas, mas a nossa amizade pesou. Eu sou do Rio e na época em que comecei a jogar, no final dos anos 1990, o Paraná era o clube da moda, ganhou muitos títulos. O Paraná é muito conhecido e em algumas das muitas vezes que o enfrentei, acabei perdendo. Então não pensei duas vezes quando tive a chance de defender o clube e jogar novamente com o Lucio Flavio.

Olhando para trás, como você avalia a sua carreira?

Vitoriosa. Fiz minha base no Flamengo, joguei ao lado de astros como Romário, Kaká, Ronaldinho Gaúcho. Venci vários campeonatos, como Carioca, Mercosul. Mas não estou satisfeito e não vou parar. Eu ainda tenho aquele frio na barriga na hora de jogar e isso me motiva.

Mas já pensou na aposentadoria?

Estou me sentindo bem, mas vou avaliar tudo depois do fim da Série B. Verei como foi minha temporada. Meu sonho depois de parar de jogar é ser treinador. Quero fazer um curso, me qualificar. Mas no momento ainda acredito que tenho lenha para queimar.

Como foi sua experiência na China?

Tive uma experiência muito legal, fiz 15 gols na temporada. Mas não valeria a pena eu ficar lá mais tempo por causa da minha família. Por isso não renovei. Mas lá tem jogadores de qualidade e o futebol chinês vai evoluir muito. Lá é bom de se jogar, não deixa a desejar em nada, é muito disputado. É um lugar que, daqui para a frente, será muito procurado e não apenas pelo dinheiro.

Contratado para ser o dono da camisa 9 e o artilheiro do Paraná Clube em 2013, o atacante Reinaldo ainda não conseguiu mostrar serviço. E o próprio jogador admite que não atravessa um bom momento no Tricolor. Tanto que chegou a pensar até em não receber salário caso não entre em campo.

Aos 34 anos, o atleta, que foi revelado pelo Flamengo e passou por São Paulo, Santos, Botafogo, entre outros no Brasil, além de Paris Saint-Germain, da França, e times asiáticos, quer deixar as lesões musculares na equipe paranista para trás (foram três em 2013) e recuperar o futebol do passado.

Até entrar em campo na última sexta-feira, aos 20 minutos do segundo tempo, no empate em 2 a 2 com o América-MG, Reinaldo estava sem jogar desde o dia 24 de abril, na derrota do Paraná por 3 a 2 para o São Bernardo, pela Copa do Brasil.

O atacante, que disputou apenas dez das 31 partidas do clube no ano, marcando quatro gols, garante que está 100% fisicamente e quer alcançar a meta de 20 gols no ano. Em entrevista ao LANCE!, o atacante elogiou o Tricolor e declarou que ainda não rendeu tudo o que pode com a camisa tricolor.

– Eu me cobro muito sempre. Sei da pressão que existe em cima da minha contratação e não vou fugir da responsabilidade – disse ele.

Veja abaixo a entrevista ao L!.

É verdade que você se ofereceu a rescindir seu contrato com o Paraná por conta das lesões?

Já tive três lesões musculares esse ano e aí passa muita coisa na cabeça. Tive uma conversa com o superintendente de futebol e deixei ele à vontade para rescindir o contrato. Não gosto de ficar recebendo e não dando resultado para o clube, mas a diretoria nem quis ouvir. Os dirigentes me deram confiança, me deixaram tranquilo e agora estou pronto para voltar a jogar.

Como você está se sentindo atualmente?

Hoje estou clinicamente 100%. Mas ainda falta ritmo de jogo, faz muito tempo que eu não jogo, mas até a volta da Série B dá tempo para eu recuperar isso. Eu venho treinando fortemente com o grupo, mas sei que tenho de brigar pela vaga de titular. Sei do meu potencial. O treinador Dado Cavalcanti é um cara muito sério e responsável e vai colocar para jogar quem estiver melhor. Só que sempre tenho que provar a minha qualidade. Os outros atacantes também estão mostrando seu valor.

Como você avalia seu desempenho com a camisa do Paraná?

Com as poucas partidas que joguei, é claro que não era o que eu esperava. Projetei fazer, pelo menos, 20 gols esta temporada e neste primeiro semestre fiz apenas quatro. É muito pouco para um atacante. Eu me cobro muito sempre. Sei da pressão que existe em cima da minha contratação e não vou fugir da responsabilidade.

Espera ainda atingir a meta de pelo menos 20 gols neste ano?

Minha meta é fazer gols e tenho tempo para recuperar e fazer todos estes gols. Mas não sou egoísta, não posso pensar só em mim. Atacante quer fazer gols em todos os jogos. Eu sou assim mas não posso ser fominha, dependo dos meus companheiros. Por isso, quero principalmente ajudar o Paraná.

Até onde o Paraná pode chegar nesta Série B? É possível conquistar o acesso à primeira divisão?

É possível, sim. Mas temos de trabalhar muito. Se acabasse hoje, estaríamos fora. Já tive um acesso com o Figueirense, em 2010, mas agora está muito mais difícil. Na Série B não basta só jogar bem. Vale raça, dar bico na bola. Assim, junto com o fator casa, dá para buscar a vaga.

O que você já conhecia do Paraná e o que te fez aceitar a proposta do clube no começo do ano?


O Lucio Flavio me procurou no começo do ano. Nós jogamos juntos no São Paulo e no Botafogo, somos muito amigos. Eu estava na China, tinha outras propostas, mas a nossa amizade pesou. Eu sou do Rio e na época em que comecei a jogar, no final dos anos 1990, o Paraná era o clube da moda, ganhou muitos títulos. O Paraná é muito conhecido e em algumas das muitas vezes que o enfrentei, acabei perdendo. Então não pensei duas vezes quando tive a chance de defender o clube e jogar novamente com o Lucio Flavio.

Olhando para trás, como você avalia a sua carreira?

Vitoriosa. Fiz minha base no Flamengo, joguei ao lado de astros como Romário, Kaká, Ronaldinho Gaúcho. Venci vários campeonatos, como Carioca, Mercosul. Mas não estou satisfeito e não vou parar. Eu ainda tenho aquele frio na barriga na hora de jogar e isso me motiva.

Mas já pensou na aposentadoria?

Estou me sentindo bem, mas vou avaliar tudo depois do fim da Série B. Verei como foi minha temporada. Meu sonho depois de parar de jogar é ser treinador. Quero fazer um curso, me qualificar. Mas no momento ainda acredito que tenho lenha para queimar.

Como foi sua experiência na China?

Tive uma experiência muito legal, fiz 15 gols na temporada. Mas não valeria a pena eu ficar lá mais tempo por causa da minha família. Por isso não renovei. Mas lá tem jogadores de qualidade e o futebol chinês vai evoluir muito. Lá é bom de se jogar, não deixa a desejar em nada, é muito disputado. É um lugar que, daqui para a frente, será muito procurado e não apenas pelo dinheiro.