icons.title signature.placeholder Marcio Porto e Roberto Veloso
27/11/2014
07:02

Raí foi o principal jogador da geração mais vitoriosa da história do São Paulo. Protagonista na conquista de duas Libertadores (1992-93), ganhou um Mundial praticamente sozinho, marcando os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona (ESP), em 1992. Porém, se coloca abaixo de Rogério Ceni na escala de ídolos do Tricolor.

– Se ele realmente parar, vai entrar para a história como o maior ídolo do clube em todos os tempos, não só pelos títulos que ganhou, mas pela performance em momentos marcantes, além de ser um cara que sempre se dedicou muito ao clube. Todo mundo percebe – decretou Raí, em entrevista ao LANCE!Net, tomando cuidado para não cravar a aposentadoria do goleiro e amigo.

Rei Raí, como ficou conhecido pela torcida são-paulina, foi companheiro de Ceni em duas fases no São Paulo. Na primeira, o goleiro era apenas coadjuvante, reserva de Zetti, no esquadrão comandado por Telê Santana no início dos anos 90. Já em 1998, o ex-meia voltou ao clube e reencontrou Ceni já com status.

Juntos, conquistaram dois Campeonatos Paulistas, 1998 e 2000, ano em que o ex-jogador pendurou as chuteiras, aos 35 anos, de forma muito mais prematura do que o goleiro.

Os dois grandes ídolos são-paulinos mantêm relação próxima até hoje. Raí, porém, não conversa com Ceni sobre o futuro da carreira. Por isso a dúvida se ele realmente vai parar ou não. Mas tem na ponta da língua os principais méritos da grande estrela tricolor.

– É difícil definir tanta história em poucas palavras, mas posso dizer que um aspecto marcante nele é o foco, a determinação, a quase obsessão pelo fazer bem feito, pelo treinamento, dedicação. Quando junta isso com talento e também com liderança forte, aí faz a pessoa ser diferente como ele é – disse.

Se o Rei Raí falou, então está falado. Isso é Rogério Ceni.