icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
27/07/2014
09:03

Por mais que os jogadores enalteçam a importância de disputar um clássico, alguns têm mais base, mais história e mais motivos para comentar sobre os duelos entre os rivais. Elias, certamente, é um deles. Neste domingo, contra o Palmeiras, o volante disputará seu 22 clássico pelo Corinthians. E entrará em campo com um retrospecto de causar preocupação aos rivais e confiança aos corintianos.

Afinal, foram apenas duas derrotas em 21 duelos com os três rivais (veja números ao lado). Destaque para seu desempenho diante do São Paulo, adversário que nunca conseguiu vencer com ele em campo pelo Timão. Sem falar nos cinco gols...

Por falar em gol, Elias ainda tem uma “dívida” a pagar com o torcedor corintiano. Uma dívida que, aliás, já poderá virar passado hoje à tarde na Arena em Itaquera. O volante jamais fez gol no Palmeiras. Foram seis confrontos até agora e nada de balançar as redes. O primeiro Dérbi no estádio poderá marcar também a primeira vez do camisa 7 contra o maior rival alvinegro. Motivação não falta, já que o jogador passou pela base do Alviverde e foi ignorado.

Mais experiente, Elias evita declarações fortes contra o Palmeiras. Bem diferente dos seus primeiros momentos no Parque São Jorge. Antes do primeiro Dérbi, no Paulistão de 2009, o jogador não escondeu:

– Não sei se é mágoa, mas com certeza tenho essa frustração. Fique oito anos lá e nunca nem treinei na equipe profissional. Quando acabou meu contrato, havia um acordo de gaveta, mas não quiseram prorrogar. Procurei meu espaço e dei certo aqui – afirmou o camisa 7, que voltou ao Corinthians e fez mais dois gols.

Ao todo, Elias já marcou 26 vezes com a camisa do Timão. Uma quantidade que o coloca na segunda posição entre os artilheiros do atual elenco, ficando atrás apenas de Paolo Guerrero (31). O volante já fez dois gols desde que retornou ao Parque São Jorge, em meados deste ano. O primeiro no amistoso contra o Uberaba. O segundo no último confronto, com o Bahia, pela Copa do Brasil.

ELIAS NO DÉRBI:

Paulistão-09
Elias estava dentro da área quando Ronaldo subiu, cabeceou e empatou o Dérbi no último lance do jogo: 1 a 1. Foi o 1 do Fenômeno pelo Timão.

Brasileirão-09
A pior derrota em clássico com a camisa do Timão. Volante estava presente no 3 a 0 para o arquirrival em Presidente Prudente, palco do anterior.

Brasileirão-09
Na mesma cidade do interior de São Paulo onde foi realizado os outros dois Dérbis, mais um empate, desta vez, por 2 a 2. Elias foi ofuscado mais uma vez por Ronaldo, que os dois gols.

Paulistão-10
No primeiro Dérbi do Centenário do Corinthians, vitória por 1 a 0 com gol de Jorge Henrique, de cabeça. Jogo aconteceu no Pacaembu.

Brasileirão-10
Mais um empate no clássico, que voltou a ser disputado no Pacaembu. Timão, que contou com Elias, saiu na frente, mas cedeu o empate ao rival: 1 a 1.

Brasileirão-10
Dérbi, que terminou com vitória do Timão por 1 a 0 (gol de Bruno César), marcou a reestreia do técnico Tite, que tinha acabado de chegar ao clube. Foi o último duelo dos arquirrivais no Centenário.

BATE-BOLA COM ELIAS

'Palmeiras será sempre o maior e eterno rival do Corinthians’

Você já fez cinco gols contra o São Paulo e sempre é lembrado pela torcida por isso. Como vê o Dérbi?
O Palmeiras é o rival eterno do Corinthians. São clubes grandes que sempre se enfrentaram e se respeitaram. Considero, sim, que o Palmeiras sempre será o maior rival.

Enfrentar o Palmeiras é especial por ter atuado na base do clube e nunca ter sido aproveitado?
Joguei oito anos no Palmeiras, foi onde eu comecei e tornei possível o sonho de ser jogador profissional. Agradeço, mas não passa daí. Hoje sou jogador do Corinthians e todo mundo sabe que sempre fui torcedor do Corinthians. Aqui é onde tenho minhas raízes.

Vê favoritismo pelo fato de o Corinthians ter uma melhor posição?
O clássico não tem favorito. O Campeonato Brasileiro já mostrou que o último colocado pode ganhar do primeiro, é equilibrado. Então, a gente vai focar nisso, em busca de vencer jogando em casa, diante do nosso torcedor. Sabemos que do outro lado terá uma equipe muito grande que vai querer dificultar.

Sai o Pacaembu, entra a Arena. Como será essa mudança?
Pacaembu foi estádio do corintiano, igual aquilo não vai ter. Temos de ir em busca do melhor para arena se tornar nossa casa, um caldeirão. Então, que o torcedor se una nos cantos, grite e nos apoie nos jogos. Os jogadores que atuavam contra nós no Pacaembu tremiam. Se continuar assim agora na Arena, vão continuar tremendo do mesmo jeito.