icons.title signature.placeholder Russel Dias
15/06/2014
07:03

Assim como a maioria dos grandes clubes brasileiros, o Santos vive um mal momento financeiro e necessita de alguns investidores para trazer reforços. Mesmo após vender Neymar, Rafael e Felipe Anderson para a Europa em 2013, o clube terminou o ano com uma dívida que beira R$ 40 milhões segundo o balanço. Das seis contratações que o clube realizou neste ano, três tem a ver com dois ex-parceiros do Peixe, que deixaram o clube pela porta de trás.

No início de 2014 o atacante Leandro Damião foi anunciado como reforço, com o custo de R$ 42 milhões, com o aporte financeiro do fundo de investimentos maltês Doyen Sports, representado no Brasil por Renato Duprat.
Nos anos 1990 a camisa alvinegra teve o patrocínio master comprado pela Unicor, também representada por Duprat, que anos mais tarde viu a empresa falir. Mesmo com este histórico, o presidente Odílio Rodrigues não temeu uma reaproximação e fez um empréstimo com a Doyen novamente para trazer o meia Lucas Lima, no valor de R$ 5 milhões.

Na última sexta-feira o Santos anunciou o empréstimo de Souza, volante que estava no Cruzeiro. O jogador é representado pela Elenko Sports, a qual é composta por ex-executivos da DIS, a mesma que foi desafeto do clube em negociações como a de Neymar, Ganso, Wesley e André, que renderam processo.

No entanto a parceria com a Elenko Sports não para por aí, uma possível vinda do zagueiro Dória, do Botafogo, também tem envolvimento da empresa paulista. Os empresários tem parte do direito do atleta, que pode ser vendido para o laboratória farmacêutico EMS, e posteriormente repassado ao Peixe por influência da Elenko.

Em sua primeira entrevista coletiva após negociar Cícero com o Fluminense, Odílio Rodrigues afirmou que iria marcar uma reunião com Delcir Sonda, investidor do Grupo Sonda e da antiga DIS.