icons.title signature.placeholder Bruno Andrade
icons.title signature.placeholder Bruno Andrade
11/07/2013
19:07

Diouzer da Cruz dos Santos, o Dio, um dos três jogadores brasileiros naturalizados guiné-equatorianos que contraíram malária defendendo a seleção africana pelas Eliminatórias da Copa do Mundo em junho, recebeu alta na quinta-feira e deixou o hospital em Maceió (AL), onde estava internado desde a última segunda-feira.

Mais do que ser comemorado, o êxito no tratamento da doença de Diouzer merece ser dividido com a esposa dele. Larissa Oliveira foi a responsável pelo "diagnóstico", isso porque os médicos do hospital de Coruripe (AL), que iniciaram o processo clínico, inicialmente acreditavam que o jogador, de 26 anos, estava com dengue.

Enquanto acompanhava o tratamento do marido na semana passada, Larissa acessou o Facebook e viu uma matéria sobre um companheiro de Dio na seleção de Guiné Equatorial. A postagem tinha sido feita em um grupo restrito de esposas de jogadores na rede social. A reportagem tratava da situação de saúde do goleiro Danilo, que também havia contraído malária e estava internado em estado grave (coma induzido) em Natal.

- Eu estava no quarto, com o Dio, quando resolvi acessar a internet. Entrei no Facebook e vi que uma menina postou uma matéria dizendo que o Danilo tinha contraído malária. Na ocaisão, ela estava pedindo orações para ele. Foi coisa de Deus, foi um sinal. Vi a matéria, não contei nada para o Dio e fui correndo para falar com o médico de plantão. Meu alerta fez com que o hospital de Coruripe mandasse imediatamente o meu marido para o Hospital de Doenças Tropicais de Maceió - declarou Larissa, em entrevista ao LANCE!Net.

Por causa da falta de experiência do hospital de Coruripe (AL) diante de pacientes que tenham contraído malária, o tratamento correto da doença de Diouzer ocorreu somente no Hospital de Doenças Tropicais, em Maceió (AL).

- O hospital de Coruripe nos tratou muito bem, mas os médicos não estavam acostumados com pacientes com sintomas de malária. Isso não é normal no Nordeste. Logo que chegamos ao hospital, falamos que ele tinha voltado recentemente da África, mas em nenhum momento eles cogitaram malária. Ele estava com febre, ânsia de vômito, dores de cabeça, entre outros sintomas. Primeiro, acharam que era uma virose. Depois, acharam que era dengue - explicou.

Agora em repouso absoluto, Dio, que atualmente está sem clube, precisou tomar quatro comprimidos de 12 em 12 horas nos últimos três dias para se recuperar. De acordo com Larissa, ele não tem mais o protozoário da malária no organismo (plasmódio).

- Graças a Deus, ele está recuperado. Daqui para frente ele precisa apenas de repouso absoluto e, claro, de boa alimentação. Por garantia, ele vai fazer um novo exame na segunda-feira e, durante um ano, será acompanhado de perto pelo Ministério da Saúde - afirmou.

Além de Diouzer e Danilo, outro jogador brasileiro naturalizado guiné-equatoriano contraiu malária durante o período de jogos na África. Trata-se de Claudiney Rincón (zagueiro/volante) que, infelizmente, faleceu na última segunda-feira em Sorocaba, interior de São Paulo.

Por causa dos três casos de malária no elenco, a Federação de Futebol de Guiné Equatorial promete apoio médico (especialistas em malária) e ajuda financeira aos familiares dos três jogadores.

SINTOMAS DA MALÁRIA

A malária caracteriza-se pela ocorrência de um quadro infeccioso cujos sintomas são febre aguda, dor de cabeça, dores pelo corpo, fraqueza e calafrios. Ela é transmitida pela fêmea do mosquito do gênero Anopheles e pode evoluir, rapidamente, para um estágio mais grave. De acordo o Ministério da Saúde, a doença é reconhecida como grave problema de saúde pública no mundo, atingindo quase metade da população em mais de 109 países. As estimativas de incidência são de 300 milhões de novos casos e 1 milhão de morte por ano.

GUINÉ EQUATORIAL À BRASILEIRA

A seleção de Guiné Equatorial iniciou 2013 com dez brasileiros naturalizados no elenco: Danilo (goleiro), Claudiney Rincón (zagueiro/volante), Judson dos Santos (meia), Diouzer (meia), Ricardinho (atacante), William (lateral), Florian Claudino (zagueiro), Jônatas Obina (atacante), Ygor da Silva (atacante) e Neto (zagueiro). Há muito espanhóis e colombianos também.

Diouzer da Cruz dos Santos, o Dio, um dos três jogadores brasileiros naturalizados guiné-equatorianos que contraíram malária defendendo a seleção africana pelas Eliminatórias da Copa do Mundo em junho, recebeu alta na quinta-feira e deixou o hospital em Maceió (AL), onde estava internado desde a última segunda-feira.

Mais do que ser comemorado, o êxito no tratamento da doença de Diouzer merece ser dividido com a esposa dele. Larissa Oliveira foi a responsável pelo "diagnóstico", isso porque os médicos do hospital de Coruripe (AL), que iniciaram o processo clínico, inicialmente acreditavam que o jogador, de 26 anos, estava com dengue.

Enquanto acompanhava o tratamento do marido na semana passada, Larissa acessou o Facebook e viu uma matéria sobre um companheiro de Dio na seleção de Guiné Equatorial. A postagem tinha sido feita em um grupo restrito de esposas de jogadores na rede social. A reportagem tratava da situação de saúde do goleiro Danilo, que também havia contraído malária e estava internado em estado grave (coma induzido) em Natal.

- Eu estava no quarto, com o Dio, quando resolvi acessar a internet. Entrei no Facebook e vi que uma menina postou uma matéria dizendo que o Danilo tinha contraído malária. Na ocaisão, ela estava pedindo orações para ele. Foi coisa de Deus, foi um sinal. Vi a matéria, não contei nada para o Dio e fui correndo para falar com o médico de plantão. Meu alerta fez com que o hospital de Coruripe mandasse imediatamente o meu marido para o Hospital de Doenças Tropicais de Maceió - declarou Larissa, em entrevista ao LANCE!Net.

Por causa da falta de experiência do hospital de Coruripe (AL) diante de pacientes que tenham contraído malária, o tratamento correto da doença de Diouzer ocorreu somente no Hospital de Doenças Tropicais, em Maceió (AL).

- O hospital de Coruripe nos tratou muito bem, mas os médicos não estavam acostumados com pacientes com sintomas de malária. Isso não é normal no Nordeste. Logo que chegamos ao hospital, falamos que ele tinha voltado recentemente da África, mas em nenhum momento eles cogitaram malária. Ele estava com febre, ânsia de vômito, dores de cabeça, entre outros sintomas. Primeiro, acharam que era uma virose. Depois, acharam que era dengue - explicou.

Agora em repouso absoluto, Dio, que atualmente está sem clube, precisou tomar quatro comprimidos de 12 em 12 horas nos últimos três dias para se recuperar. De acordo com Larissa, ele não tem mais o protozoário da malária no organismo (plasmódio).

- Graças a Deus, ele está recuperado. Daqui para frente ele precisa apenas de repouso absoluto e, claro, de boa alimentação. Por garantia, ele vai fazer um novo exame na segunda-feira e, durante um ano, será acompanhado de perto pelo Ministério da Saúde - afirmou.

Além de Diouzer e Danilo, outro jogador brasileiro naturalizado guiné-equatoriano contraiu malária durante o período de jogos na África. Trata-se de Claudiney Rincón (zagueiro/volante) que, infelizmente, faleceu na última segunda-feira em Sorocaba, interior de São Paulo.

Por causa dos três casos de malária no elenco, a Federação de Futebol de Guiné Equatorial promete apoio médico (especialistas em malária) e ajuda financeira aos familiares dos três jogadores.

SINTOMAS DA MALÁRIA

A malária caracteriza-se pela ocorrência de um quadro infeccioso cujos sintomas são febre aguda, dor de cabeça, dores pelo corpo, fraqueza e calafrios. Ela é transmitida pela fêmea do mosquito do gênero Anopheles e pode evoluir, rapidamente, para um estágio mais grave. De acordo o Ministério da Saúde, a doença é reconhecida como grave problema de saúde pública no mundo, atingindo quase metade da população em mais de 109 países. As estimativas de incidência são de 300 milhões de novos casos e 1 milhão de morte por ano.

GUINÉ EQUATORIAL À BRASILEIRA

A seleção de Guiné Equatorial iniciou 2013 com dez brasileiros naturalizados no elenco: Danilo (goleiro), Claudiney Rincón (zagueiro/volante), Judson dos Santos (meia), Diouzer (meia), Ricardinho (atacante), William (lateral), Florian Claudino (zagueiro), Jônatas Obina (atacante), Ygor da Silva (atacante) e Neto (zagueiro). Há muito espanhóis e colombianos também.