icons.title signature.placeholder Paulo Victor Reis
27/07/2014
08:04

O Botafogo espera voltar o quanto antes ao Ato Trabalhista – acordo que permite o parcelamento de dívidas trabalhistas, sem eventuais penhoras – para amenizar a grave crise financeira que assola o clube nesta temporada. Os jogadores estão com cinco salários de imagem e mais outros dois de carteira assinada atrasados.

A situação é tão grave que o presidente Mauricio Assumpção disse a presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira que cogita até em até abandonar o Brasileirão por não ter condições de gerir o clube sem o dinheiro, tendo em vista que 100% das receitas do Glorioso estão penhoradas atualmente. Contudo, a declaração do mandatário alvinegro beira o improvável, uma vez que o clube poderia receber severas punições, como ser rebaixado.

A expectativa no Glorioso é que um recurso para a volta ao Ato seja julgado no próximo dia 7, em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A data, porém, ainda não está confirmada.

– Temos um recurso, e esperamos que ele seja julgado no dia 7 de agosto. Mas isso ainda não é certo, porque a pauta (lista de processos que serão julgados no dia) não saiu – explicou ao LANCE!Net o vice-presidente jurídico do Alvinegro, Alberto Macedo. Ele ainda explicou como seria o acordo:

- Este acordo propõe que o dinheiro nem passe pelo Botafogo. A quantia sai direto da cota de um patrocinador do clube para o tribunal – comentou o dirigente alvinegro.

Mauricio Assumpção disse que tem conversado com desembargadores para mostrar a importância da volta do clube ao Ato Trabalhista.

– Nos cinco, seis anos de mandato, recolhemos mais de R$ 30 milhões nesse Ato que foram usados para pagar dívidas trabalhistas. Se (o recurso) for julgado no dia 7, a possibilidade de estarmos num novo Ato é muito grande. Temos conversado com desembargadores, mostrando a importância de estarmos nesse Ato – disse à Rádio Globo.




Para dirigente, acordo democratiza pagamento

Com o possível novo acordo com a Justiça Trabalhista, o Botafogo evitaria ações como a que foi movida recentemente pelo ex-jogador e ex-técnico do clube Dé Aranha. Ele acionou um advogado para penhorar parte da verba referente à venda de Lodeiro ao Corinthians.

– Como o clube está fora do Ato, quem tem bons advogados consegue penhorar as receitas. Mas estes que conseguem são poucos, é uma minoria no meio de muitos credores. Os outros cerca de 95% que entram na Justiça não recebem nada. Este Ato, na verdade, democratiza o pagamento das dívidas trabalhistas. É bom para todos – disse Alberto Macedo, vice jurídico do Botafogo.