icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
25/04/2014
08:02

Única jogadora que estava presente na primeira conquista da Unilever (então Rexona) na Superliga Feminina, em 1997-1998, a central Valeskinha ostenta em seu currículo o recorde de finais da competição nacional. No domingo, quando a equipe carioca enfrentar o Sesi-SP, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, a jogadora de 38 anos alcançará a incrível marca de 14 decisões do torneio.

Depois do título em 1997-1998, Valeskinha chegou em mais duas finais pelo Rexona, que ficava baseado em Curitiba (PR). Foi vice em 1998-1999 e voltou a levantar o troféu em 1999-2000. Na temporada seguinte (2000-2001), foi campeã com o Flamengo sobre o rival Vasco.

Pelo BCN/Osasco, a central foi vice em 2001-2002 e campeã em 2002-2003. A equipe mudou de nome para Finasa/Osasco e Valeskinha manteve a rotina. Levantou o troféu em 2003-2004 e 2004-2005. Foi vice nas duas temporadas seguintes (2005-2006 e 2006-2007).

Após três anos na Itália e na Turquia, a jogadora voltou para o Brasil em 2010, agora na Unilever, no Rio. E retomou sua rotina.Ficou com o título em 2010-2011 e 2012-2013 e foi vice em 2011-2012.

– Com o passar dos anos, você acaba perdendo a conta. É nessa época de final que as pessoas lembram quantas finais você tem. É gratificante. Sempre estive no lugar certo, com as pessoas certas e trabalhos sérios – afirmou Valeskinha, dona de oito títulos da Superliga e cinco vice-campeonatos.

Das 13 decisões que disputou, a central considera a primeira como uma das mais marcantes. Porém, a de 2000-2001 tem um sabor especial por ter sido em um famoso time de futebol. Infelizmente, segundo a jogadora, os chamados clubes de camisa praticamente desapareceram do vôlei – hoje só existe o Cruzeiro.

Valeskinha lembra com nostalgia daquela final pelo apoio da torcida. Embora tenha elogios para os torcedores da Unilever, o que vivenciou naquele jogo marcou.

– Era a rivalidade do futebol transportada para o vôlei. Ginásio lotado, torcida gritando o tempo todo. Foi emocionante – disse.


Bate-Bola:

Valeskinha
Central da Unilever, em entrevista ao LANCE!Net

Qual a final mais marcante?
A primeira. Eu era nova e a equipe disputava a primeira Superliga. Ninguém apostava em título. Tinham outros times com mais tempo de competição e jogadoras de Seleção. Pensávamos em fazer uma boa liga. Mas com um bom trabalho e todas as atletas focadas, dando o seu melhor, conseguimos montar um grupo forte.

Você citou a torcida em 2001, mas no Flamengo vocês tiveram de conviver com atraso salarial...
Sim, mas o legal é que todas se uniram para brigarmos pelo título até o último instante.

Domingo será sua despedida?
Já está decidido que não. Tenho fôlego ainda. Meu corpo ainda não está me cobrando (risos).