icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro
29/11/2013
11:54

O termo não é conhecido pelo grande público, mas já está definindo a estratégia da maioria das empresas ligadas ao marketing esportivo. É o que diz José Colagrossi, diretor da Ibope Repucom, que divulgou recentemente a pesquisa Sponsor Link. O estudo observou os padrões de consumo, de comportamento e de atitude de mais de mil fãs de futebol e de MMA do país.

Não foram consideradas as preferências dos torcedores quanto aos seus times de preferência. A pesquisa buscou representar o que Colagrossi chama de superfãs. Oposto ao simpatizante, esse tipo de torcedor não deixa de acompanhar todos os jogos de seu time e seu comportamento acaba influenciando os padrões de consumo dos fãs menos afoitos. 

Segundo a Sponsorlink, 41% dos superfãs não assistem eventos esportivos em casa. Essa situação que já é comum em países europeus chegou com força ao país, sobretudo com a chegada do MMA.Mais de 70% dos entrevistados disseram preferir assistir o UFC na casa de amigos ou em bares e restaurantes.

Chegou para ficar

A tendência é explicada por diversos fatores, segundo Colagrossi. O principal deles é a transmissão exclusiva pelo Canal Combate, o que força o torcedor a buscar outro jeito de acompanhar o UFC. Como o evento acontece normalmente nas noites de sábado, não foi difícil transformar uma noite de UFC em uma festa na casa dos amigos ou no bar. 

O MMA também bate o futebol em outro quesito: mais mulheres se declaram superfãs das lutas do que dos jogos de futebol. São 43% no MMA contra 33% no futebol. Apesar da fama repentina do UFC, as empresas ainda devem focar no futebol. Segundo a Sponsorlink, mais de 20 milhões de brasileiros são considerados superfãs. 

– Não é uma tendência, esse comportamento veio para ficar – conclui José Colagrossi.