icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira
26/03/2014
20:04

Nesta quarta-feira, dia 26 de março de 2014, o Engenhão completa um ano fechado. E no meio de tantos gols no estádio, um se destaca, pelo valor simbólico e pela marca da superação de um jogador de futebol: o primeiro gol do atacante Rafael Marques pelo Botafogo, após 20 jogos em branco, na goleada por 4 a 0 sobre o Quissamã, no dia 16 de março de 2013. Aquele que seria o último gol marcado no estádio antes da interdição.

Em entrevista ao LANCE!Net, Rafael - atualmente no Henan Jianye, da China - lembrou da importância daquele momento para a carreira dele. A partir do gol, ele deslanchou e se firmou de vez na equipe alvinegra.

- Foi o momento que determinou a minha virada no Botafogo. Ter feito o último gol do Engenhão ficou, claro, muito marcado para mim. Naquele estádio eu e o grupo nos sentíamos bem para jogar. Me sinto triste por não ter conseguido desfrutar mais do Engenhão durante minha passagem. Por ter sido o meu primeiro com a camisa do clube, certamente será um momento que ficará para sempre em minha memória - disse o atacante.

Na época, o Botafogo tinha acabado de conquistar a Taça Guanabara no estádio e vivia a expectativa de disputar a decisão do Estadual por lá. Contudo, acabou sendo campeão carioca no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda - também com gol de Rafael Marques.

- A perda foi muito prejudicial para nós, mas ao mesmo tempo fizemos grandes partidas em Volta Redonda e inclusive conquistamos um título. No Engenhão a torcida se sentia em casa, o grupo era muito confiante jogando lá e os adversários iam sabendo que era nosso mando de campo. Estávamos fazendo grandes partidas e jogando em casa com o apoio do nosso torcedor. O campo estava muito bem cuidado e era cortado de um jeito que favorecia nosso estilo de jogo - comentou Rafael.

Além do fechamento do Engenhão, jogadores foram negociados, salários atrasaram... Tudo isso acabou conturbando a temporada 2013 do Botafogo, mas mesmo sem a sua casa e com todos os outros problemas, o time conseguiu a vaga na Copa Libertadores após 17 anos de ausência.

O atacante, um dos melhores jogadores do time na temporada passada, não sabe dizer se o time chegaria mais longe no Brasileiro e na Copa do Brasil com o estádio, mas acredita que a perda fez o grupo se unir mais em prol dos objetivos:

-  É difícil falar se chegaríamos mais longe ou não. Foi um dos fatores que atrapalharam nossa temporada, mas ao mesmo tempo surgiu como mais um ingrediente para nos dar mais força para buscar nossos objetivos.

De piada a jogador querido pela torcida, Rafael busca trilhar um caminho de sucesso também no futebol chinês. Mas o certo é que o Botafogo, e o Engenhão, ficarão marcados na vida do atacante.