icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
01/07/2014
13:25

Um dia depois de pedir ajuda a seis "jornalistas amigos", o técnico Luiz Felipe Scolari convocou a psicóloga Regina Brandão para a Granja Comary. Ela chegou na manhã desta terça-feira em Teresópolis (RJ) para ajudar a comissão técnica da Seleção Brasileira a controlar os nervos dos jogadores. Alguns tiveram crise de choro antes e depois da decisão por pênaltis contra o Chile, em Belo Horizonte, como o zagueiro e capitão Thiago Silva, o que aumentou a preocupação de Felipão. O técnico admitiu que alguns estão sentindo muito a pressão de conquistar a Copa do Mundo.

Tentando não estender o assunto sobre o desequilíbrio emocional, a CBF não divulgou a informação no seu site oficial, ao contrário do que fez no dia 30 de maio, quando Regina Brandão chegou acompanhada das também psicólogas Gisele Silva e Aline Magnani e foi recebida por Felipão e os demais integrantes da delegação.

Antes disso, Regina já havia entregado a Scolari um relatório sobre os jogadores com mais de cem páginas. Foi baseado nesse documento que o técnico elaborou parte da programação da Seleção e traçou linha de como lidar com alguns jogadores. A tática antiestresse, no entanto, não deu o resultado esperado.

Muito questionado sobre a crise de choro de alguns atletas, o volante Fernandinho afirmou na segunda-feira que não é mais momento de trabalhar o aspecto emocional.

- O preparo começou em 26 de maio. Tivemos boas conversas com psicólogos, não é hora de trabalhar parte emocional porque todos estão conscientes do que têm de fazer em campo. E mostrar por que estamos aqui - afirmou.

Fernandinho foi um dos jogadores que não apresentaram desequilíbrio nas oitavas de final. Teve boa atuação e foi substituído no segundo tempo por Ramires.