icons.title signature.placeholder Matheus Babo
11/03/2014
16:06

O sonho do Centro de Teinamento do Fluminense está mais perto acontecer. Em evento realizado para a imprensa na tarde desta terça-feira, no Salão Nobre do clube, o presidente Peter Siemsen, o vice de futebol, Ricardo Tenório e o vice-presidente de projetos especiais, Pedro Antônio Ribeiro da Silva, apresentaram e detalharam o projeto do CT que ficará em um terreno na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca. O preço estimado para a obra está entre 40 e 45 milhões de reais com previsão de término para o primeiro semestre de 2016.

- Estamos num trabalho intenso. Talvez consigamos uma boa parte do material para aterro por custo zero. Se você fizer uma conta rápida, deve-se gastar na faixa de 40, 45 milhões de reais para fazer tudo isso - explicou Pedro Antônio Ribeiro da Silva, vice-presidente de Projetos Especiais.

A tendência é de que o terreno comece a ser trabalhado em cerca de dois meses. Pedro Antônio explicou as dificuldades da obra e o planejamento para que tudo ocorra como imaginado pelo diretoria tricolor. Essa etapa é considerada extremamente importante. A estabilização do solo terá aceleração com dreno fibro-químicos (eliminação rápida da água do solo) e uso de geossintéticos (próprios para uso em obras de terra onde um alto nível de durabilidade é exigido).

- Fizemos um trabalho de pesquisa e sondagem de solo. Tivemos que acertar tudo isso. Este tipo de solo é como pisar num barco. Ele afunda, quanto mais peso, mais ele vai abaixar. Estaquearam tudo, e aí sim, acharam a solução. Descobrimos que todas as edificações da região tinham esse problema, uns mais outros menos e começamos a trabalhar nisso. Contratamos uma empresa que estará terminando o estudo nos próximos dias. Uma das coisas que vamos usar, uma técnica interessante, é criar uma barreira nas ruas. Vamos aterrar e conseguir - explicou Pedro.

Outras prioridades são os projetos considerados para arquitetura, fundações e ar-condicionado.

O Fluminense terá direito a explorar o terreno durante 50 anos renováveis pelo mesmo período. Para isso, o Fluminense terá que cumprir com pedidos especiais da Prefeirtura, como cede essas instalações para as Olimpíadas de 2016. Por isso, o principal obstáculo é ter as instalações prontas para a Olimpíada é praticamente uma obsessão do Flu.

- O Fluminense tem que ceder as instalações para os Jogos Olímpicos. 2016 é uma data na qual pretendemos estar com tudo pronto. A Olimpíada ocorrerá só no Rio de Janeiro e terão os jogos de futebol tanto feminino quanto masculino - lembrou Pedro.

Além de três campos de futebol, o CT tricolor terá um prédio de cinco andares com alojamentos para jogadores e comissão técnica (suficiente para comportar 68 atletas), área de lazer, garagem, piscina, academia, estacionamentos e uma sala de imprensa.

ARRECADAÇÃO

O grande obstáculo para o Fluminense fazer a obra do CT andar é financeiro. O clube ainda terá que correr atrás de boa parte do valor necessário para terminar a construção. Segundo o vice-presidente de Projetos Especiais, as fontes de arrecadação desse valor será o Marketing dirigido, ale´m de doações especifícias, campanha de bilheterias e envolvimento dos torcedores em valores diferenciados, além de garantir que também pode ajudar o clube financeiramente neste processo.

- Até dezembro deste ano, janeiro de 2015, vamos garimpar os recursos para edificações e procurar doadores para pagar as fundações. Nós vamos dar um jeito. Se não arranjarmos, eu entro com o dinheiro para ajudar na construção.

Projeto apresentado pelo Fluminense nesta terça-feira (Divulgação/Fluminense FC)