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30/07/2014
14:35

Atual técnico do Shandong Luneng, da China, Cuca foi o responsável direto por trazer Ronaldinho Gaúcho para o clube de Belo Horizonte, já que sua amizade com Assis o permitiu solicitar ao presidente Alexandre Kalil a contratação do futuro camisa 10 do Galo. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o ex-comandante do Galo falou de como lidava com o jogador para não expor os problemas do craque.

- Eu me vejo como tio dele, o pai era o Kalil, que chamava a atenção quando precisava, pegava pesado. Quando tinha que passar a mão, fazia também. Em dois anos e meio, nunca expusemos um problema do Ronaldo. Resolvíamos tudo internamente. Ele nos deu muitas alegrias, a torcida o abraçou e fez aquela homenagem à mãe dele. Como a minha passagem, tudo tem um tempo. De repente, hoje é o tempo de ele sair e o que ficará são as coisas boas que ele fez pelo Atlético. O torcedor que entenda que é o momento de agradecer tudo o que ele fez pelo clube, assim como o Ronaldo também agradeça ao Atlético. É uma coisa natural na vida do jogador - disse Cuca.

Ao citar sua passagem pelo clube mineiro, Cuca disse não ter se arrependido de deixar o Atlético, já que, assim como Ronaldinho, Cuca também preferiu deixar o clube pela porta da frente ao perceber que o ciclo com a equipe tinha chegado ao fim.

- Tudo na vida tem um tempo. Era a hora de sair. Não saí do Atlético deixando o clube mal, o time estava arrumado, montado, pronto para quem pegasse, pudesse dar a continuidade no trabalho. Esperei meu contrato vencer até o último dia. Foi o maior tempo na minha vida em um clube, no qual considero o melhor local onde já trabalhei, em todos os sentidos. Achei que era a minha hora de sair. Poderia ficar, mas depois ir mal na Libertadores e ter que sair de uma outra forma. Apareceu esse novo desafio e não me arrependi - acrescentou.

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Apesar dos títulos e da boa passagem pelo Galo, Cuca também ficou marcado pelo fracasso no Mundial de Clubes, no Marrocos. Ao comentar sobre a participação atleticana e a derrota diante do Raja, o treinador assumiu a culpa e citou a falta de ritmo de jogo para explicar a decepção na semifinal.

- Não é culpar alguém pelo fracasso, a culpa maior é minha. O nosso último jogo foi em um sábado, quando empatamos com o Vitória, e nós paramos daquele dia até a outra quarta-feira. É muito tempo para jogador que está no ritmo. Acho que isso foi fundamental - falou.

- Não acho que a gente tenha subestimado o adversário. Lógico que a gente pensava no Bayern, mas nós jogamos muito mal, não tivemos competitividade naquele dia. Acabamos nos destreinando sem querer para guardar o time para o próximo jogo - finalizou Cuca.