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28/06/2014
08:07

No futebol, o termo paizão é designado para aquele gestor, na maioria das vezes o técnico, que tem um estilo de liderança natural, sem precisar se impor na base do grito ou da hierarquia. Era assim com Abel Braga no Fluminense. É assim com Felipão na Seleção Brasileira. E também com Cristovão Borges. Há poucos dias de completar três meses nas Laranjeiras – o treinador chegou no dia 3 de abril –, Cristovão assume esta forma de comandar, mas destaca que é preciso existir um misto entre liberdade e cobrança.

– Em todo trabalho é necessário existir equilíbrio. É lógico que uma coisa não vai funcionar sem a outra. Não adianta ser bacana, ser paizão e não ter um bom trabalho. Procuro esse equilíbrio, dar liberdade para que cada um possa se expressar. Me aproximo dos jogadores e, no trabalho, somos firmes, trabalhamos muito. Imagino que seja isso – disse.

E não é só o próprio Cristovão que se define desta forma. Desde a saída de Abel, em julho do ano passado, nomes como Vanderlei Luxemburgo, Dorival Junior e Renato Gaúcho passaram pelo clube. Mas, nenhum deles teve o grupo tão nas mãos quanto o atual treinador. É o que garante o meia Wágner, que trabalhou com todos estes profissionais.

– Desde a saída do Abel, acho que o Cristovão é quem vem se tornando este paizão que o grupo precisa para chegar longe – disse o camisa 10 tricolor.

É com esta forma de liderar que Cristovão espera conduzir o Fluminense a títulos nesta temporada. A fórmula já se mostrou eficiente há não muito tempo no próprio Tricolor e, com o aval do elenco, o treinador espera repetir esta dose de sucesso.