icons.title signature.placeholder Guilherme Abrahão
23/12/2013
06:23

A falta de consenso entre Fluminense e Unimed segue sendo o maior empecilho para a definição do novo treinador. Em uma reunião na madrugada de ontem, Celso Barros argumentou e praticamente convenceu Peter Siemsen, presidente do Flu, a aceitar a contratação de Renato Gaúcho. O próprio treinador esteve na reunião e interpelou em favor próprio.

Porém, mesmo com as conversas adiantadas, Peter ainda não bateu o martelo e não definiu se será mesmo Renato o novo comandante tricolor. O presidente se encontra em uma situação que o pode deixar de mãos atadas. O LANCE!Net apurou que Celso Barros se prontificou a pagar os vencimentos integrais de Renato – cerca de R$ 300 mil – e ainda reforçar a equipe, caso seu desejo seja acatado. Contudo, se Peter optar por outro técnico – Ney Franco é o preferido –, o Flu terá de arcar com os investimentos e ficará em situação complicada, até mesmo na busca por reforços, devido aos problemas financeiros.

Além de analisar a situação financeira tricolor, Peter ainda convive com forte pressão do grupo político, que o apoia, a Flusócio. Os integrantes do grupo foram contra a chegada de Vanderlei Luxemburgo, também imposta por Celso, e pressionaram o presidente pela demissão do comandante. E agora o grupo volta a mostrar revolta com a possibilidade de Peter acatar a imposição de Celso outra vez.

Desta forma, para aceitar o pedido, dar um alívio financeiro ao clube e ter uma equipe mais forte, Peter terá de convencer o grupo que a escolha por Renato Gaúcho, com as condições impostas pelo mandatário da Unimed, será a melhor para o Fluminense em 2014.

Minado, o presidente ainda aguarda para dar o parecer final, mas a tendência é a de  que sinalize a favor da chegada de Renato.

DIFICULDADES PARA TER NEY FRANCO

Outro fator que está pesando para que Peter Siemsen aceite o pedido de Celso Barros e contrate Renato Gaúcho como treinador, é a dificuldade em trazer Ney Franco. O técnico tem contrato até o fim de 2014 com o Vitória e o clube baiano não pretende liberá-lo. Além disso, caso opte por Ney, o Fluminense ficará como responsável pelos vencimentos, sem o auxílio da Unimed, e junto dele viria o auxiliar Éder Bastos, de quem o técnico não abre mão.

Assim, com a vinda de Ney Franco e Éder, o Flu arcaria com cerca de R$ 400 mil mensais, que está acima do orçamento. Tite, outro sonho de Peter, é considerado muito caro e não tem a simpatia de Celso, já que rejeitou três propostas anteriormente.