icons.title signature.placeholder Marcelo Damato
02/07/2014
14:16

A relação entre São Paulo e Palmeiras dificilmente deve ser reatada enquanto Carlos Miguel Aidar e Paulo Nobre foram os presidentes dos clubes. O motivo da crítica foi a ausência do mandatário do Verdão, em reunião realizada entre os clubes da Série A, feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Nobre acompanhava o treino da equipe alviverde, no Hotel Bourbon, em Atibaia (SP), interior de São Paulo.

- Tentei conversar com ele (Paulo Nobre). Não tem jeito, pensa pequeno. Não se deu conta da importância (da reunião) - cutucou Aidar.

Os dois mandatários discutem desde a negociação entre Alan Kardec e São Paulo. O clube do Morumbi levou o artilheiro palmeirense, que teve negociação arrastada para renovar. Nobre então convocou uma entrevista para reclamar da posição do Tricolor, dizendo que a relação ruim entre os rivais é histórica e que não teria como melhorar tendo Aidar no comando são-paulino.

Em resposta, o adversário chamou o presidente do Palmeiras de "juvenil", e falou que o seu clube se apequena por conta de atitudes como aquelas apresentadas pelo dirigente. A resposta gerou o fim das relações entre Palmeiras e São Paulo.

Mais recentemente, em um jantar, Nobre não quis cumprimentar o outro dirigente, alegando que não conversa com pessoas da "laia" do são-paulino. O ato serviu para Aidar desistir de se reaproximar do palmeirense.

Durante o evento na FGV, as críticas do presidente do Tricolor ainda respigaram na CBF, apesar dele ser advogado da Confederação:

- A CBF não representa os clubes. O São Paulo tem um crédito de R$ 20 milhões pelo uso de jogadores da seleção. Tinha que pagar. Independentemente de ser advogado da CBF, digo isso. Ela está devendo aos clubes. A CBF tem cuidar da seleção.

Aidar assumiu o comando do clube paulista no primeiro semestre de 2014 e se envolveu em polêmicas também com a diretoria do Santos, após criticar o alto investimento na compra do atacante Leandro Damião.