icons.title signature.placeholder RADAR / RNL - A Gazeta (ES)
18/02/2015
18:43

O ano de 2014 foi de lua de mel entre o Estrela e a torcida alvinegra. Afinal, o time de 98 anos conseguiu pela primeira vez o título do Capixabão. Mas parece que a relação entre clube e torcida esfriou em 2015. Foram dois jogos no estádio do Sumaré e o Alvinegro conseguiu vender apenas 774 dos cinco mil ingressos que colocou nas bilheterias.

Contra o Luziânia, no dia 8 de fevereiro, pela Copa Verde, foram 406 bilhetes vendidos, pelos valores de R$ 30 e R$ 15. Na semana passada, no jogo contra o Sport-ES, pelo Capixabão, os ingressos foram R$ 20 e R$ 10, com 368 vendidos. E o baixo público decepcionou o presidente estrelense Adilson Conti.

- Vejo a situação com muita tristeza, estou decepcionado com a torcida do Estrela. Somos os atuais campeões, estamos em duas competições nacionais e a torcida ainda não abraçou o time como a gente esperava - afirmou, à Gazeta.

No jogo da Copa Verde, os borderôs apontam um prejuízo de R$ 127 para o time da casa. Já no jogo do Capixabão o prejuízo foi de R$ 625. Números que, segundo o mandatário alvinegro, fazem muito mal às finanças do clube.

- Contra o Luziânia, colocamos 3 mil ingressos à venda, estávamos esperando um público de 2 mil torcedores e só 406 foram vendidos. Contra o Sport, na estreia do time em casa no Capixabão, colocamos 3 mil ingressos para vencer, esperamos um público de 1.500 torcedores e viram 368. Isso trás um impacto negativo muito grande nas contas do clube. Nos planejamentos, a renda dos jogos jogos bancaria pelo menos 20% das nossas contas mensais. Tivemos prejuízos nos dois jogos em casa, significada que esses jogos não ajudaram em nada. Isso mostra que precisamos repensar o futebol em Cachoeiro. Se o time campeão e organizado não leva torcida para o estádio, qual time vai levar?.

Na noite desta quarta-feira, pela quarta rodada da Chave Sul do Capixabão, o Estrela volta a jogar no Sumaré e vai encarar o Atlético Itapemirim às 20h15. Mas, desta vez, o clube parece não criar expectativas.

- Não estou esperando muitos torcedores. Não vou mais carregar essa esperança.