icons.title signature.placeholder Luiz Fogaça
10/04/2014
20:41

O imbróglio envolvendo CBF e Portuguesa está longe de acabar. Em ato público ocorrido nesta quinta-feira, no Plenário Franco Moroto, no Ibirapuera, em São Paulo, o presidente da Lusa, Ilídio Lico, criticou a decisão da Tribunal de Justiça de São Paulo tomada na última quarta-feira, que manteve o clube lusitano na Série B do Campeonato Brasileiro.

Também na última quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que a 2ª Vara Cível fluminense, na Barra da Tijuca, será a responsável por julgar se a Portuguesa deve ou não receber de volta os quatro pontos perdidos pela escalação irregular do meia Héverton no Brasileirão do ano passado. Tal veredito também incomodou o mandarário lusitano.

– Infelizmente a Justiça Desportiva tem lado e tem estado. A CBF tem de ir para um lugar neutro. Muito mais do que a Portuguesa, quem tem a ganhar com isso (o ato) é a moral do futebol – disse Ilídio.

O presidente da Lusa também alegou estar sofrendo dificuldades com a indecisão da Justiça de cravar se o clube jogará a Série A ou a Série B do Brasileirão. Ilídio reclamou da situação financeira da Portuguesa.

– Com esse imblóglio, a gente não sabe se contrata para a primeira ou para a segunda divisão. E ainda sofremos com problemas financeiros – contou o mandatário – contou.

– Se a Portuguesa jogasse a Série A, ganharia R$ 21 milhões. Jogando a Série B, são R$ 2,7 milhões. Não temos condições de fazer futebol e  pagar nossas contas com esse dinheiro – completou.  

Organizado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o ato público teve iniciativa do deputado Fernando Capez, que também compareceu ao evento. Na opinião do político, o rebaixamento da Lusa foi ilegal e, portanto, precisa ser revertido.

– A decisão do STJD foi ilegal. A Portuguesa foi ilegalmente rebaixada. Nunca me calei e não será agora que irei me calar – afirmou Capez.