icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
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27/07/2013
07:03

Mesmo com dois dias para o fim do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Lyon (FRA), o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, não escondeu a satisfação com os resultados. Até a noite de sexta-feira, a delegação já tinha batido o número de conquistas (douradas e no total) da última competição, em 2011, na Nova Zelândia. Os brasileiros levaram por enquanto 13 medalhas de ouro, oito pratas e 13 bronzes. No outro evento tinham sido, 12 ouros, dez pratas e oito bronzes.

- O objetivo era realmente ter uma campanha superior de dois anos atrás. É difícill prever e fazer objetivo no ranking de medalhas, não fazemos dessa forma. O mais importante é revelação de jovens talentos e a quantidade de atletas que conseguiram medalhas. Não tem uma concentração tão grande em um ou dois – disse o dirigente.

A afirmação de Alan Fonteles é apontada como uma das principais conquistas do Brasil. Sem o sul-africano Oscar Pistorius, o brasileiro tem se tornado uma das estrelas do esporte paralímpico.

– Ele deixa de ser o cara que ganhou do Pistorius (em Londres-2012) para ser um dos grandes nomes do esporte. Ele assume o protagonismo. Temos outros fatos relevantes, como o Lucas (Prado) ter reencontrado seu caminho depois da participação em Londres, a Verônica (Hipólito) com uma responsabilidade grande. Mas acho que o maior destaque mesmo é o protagonismo do Alan – declarou.

O Comitê até tem ajudado Fonteles no gerenciamento de sua carreira. A ideia não é forçar qualquer situação para criar um novo ídolo. A inteção é usar o carisma natural do atleta e ajudá-lo com conselhos para tomar as melhores decisões.

Até agora, tem dado tudo certo. Que venham mais conquistas.

Investimento de R$ 400 milhões e centro de treinamento

A formação de um centro de treinamentos em São Paulo e um investimento de cerca de R$ 400 milhões de reais. É com esses ingredientes que o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, acredita em bons resultados nos próximos anos. Vale lembrar que o valor a ser investido no esporte é superior ao de Londres-2012, de R$ 165 milhões.

– Se comparado com outros comitês, nosso orçamento está bastante alto. Vamos dar aos atletas a melhor condição possível – falou.

O centro de treinamentos deve ficar pronto em 2014. Assim, a preparação final para a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, seria feita no local. A ideia é que ele possa ser utilizado por atletas de quase todos os esportes paralímpicos.

Ele também seria utilizado para a disputa de competições menores.

– Que seja um centro internacional. Poderão ser praticadas 15 modalidades. O local vai estar aberto para todo mundo. Podemos fazer etapas do circuito nacional lá - disse.

CONFIRA UM BATE-BOLA ANDREW PARSONS:

LANCE!Net: Com a construção do centro de treinamento em São Paulo, existe a ideia de levar o esporte paralímpico para outras regiões também?
Andrew Parsons: Existe. A ideia é que tenhamos outros centro regionais. Mas precisamos de recursos. Sozinho, o Comitê não consegue. Precisamos fazer parcerias com os governos. Já fomos procurados por governos estaduais, alguns especificos por modalidade. Estamos delineando um programa para reconhecer o clube formador de atleta paralímpico. Vamos ter um programa para reconhecer, dar mais condições para os clubes revelarem mais talentos.

L!Net: O que os outros dirigentes perguntam sobre o Alan Fonteles?
AP: Todos vibram muito e gostam de ver um grande ídolo ser desafiado. Aconteceu isso com o Oscar Pistrorius em Londres. Todos falam comigo de uma forma positiva e dizem que ele surgiu agora no momento que o Rio de Janeiro é sede da Paralimpíada. Existe um contentamento geral. Isso é bom para promover os Jogos no Rio.

L!Net: Como explorar ao máximo a imagem dele?
AP: Ele vai conquistar isso sozinho. Vamos tentar utilizar a imagem do Alan, mas tendo cuiidados, porque ele é novo e para que ele não perca o foco. Os atletas só são astros quando ganham. Quando deixa de ganhar, o protagonismo vai ser deixado de lado. As pessoas não estão sentindo tanta falta do Pistorius, porque alguém veio substituí-lo. É um trabalho que vamos fazer para cuidar da cabeça do Alan, Além da parte técnica, estamos tentando reduzir algumas coisas. Só nesse ano ele recebeu diversos convites no Reino Unido. Mas não adianta só promover, e chegar no Mundial e não ganhar a medalha.

L!Net: Dá para dizer que os atletas brasileiros já ganham mais que atletas internacionais?
AP: Os brasileiros acho que são os melhores colocados em relação a seus pares internacionais. Talvez Pistorius tenha sido quem mais ganhou recursos. Quando conversamos sobre nível de apoio, os estrangeiros ficam impressionados. Na elite, o teto é R$ 60mil. Temos mais de um atleta ganhando mais de R$ 50 mil.

*O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Mesmo com dois dias para o fim do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Lyon (FRA), o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, não escondeu a satisfação com os resultados. Até a noite de sexta-feira, a delegação já tinha batido o número de conquistas (douradas e no total) da última competição, em 2011, na Nova Zelândia. Os brasileiros levaram por enquanto 13 medalhas de ouro, oito pratas e 13 bronzes. No outro evento tinham sido, 12 ouros, dez pratas e oito bronzes.

- O objetivo era realmente ter uma campanha superior de dois anos atrás. É difícill prever e fazer objetivo no ranking de medalhas, não fazemos dessa forma. O mais importante é revelação de jovens talentos e a quantidade de atletas que conseguiram medalhas. Não tem uma concentração tão grande em um ou dois – disse o dirigente.

A afirmação de Alan Fonteles é apontada como uma das principais conquistas do Brasil. Sem o sul-africano Oscar Pistorius, o brasileiro tem se tornado uma das estrelas do esporte paralímpico.

– Ele deixa de ser o cara que ganhou do Pistorius (em Londres-2012) para ser um dos grandes nomes do esporte. Ele assume o protagonismo. Temos outros fatos relevantes, como o Lucas (Prado) ter reencontrado seu caminho depois da participação em Londres, a Verônica (Hipólito) com uma responsabilidade grande. Mas acho que o maior destaque mesmo é o protagonismo do Alan – declarou.

O Comitê até tem ajudado Fonteles no gerenciamento de sua carreira. A ideia não é forçar qualquer situação para criar um novo ídolo. A inteção é usar o carisma natural do atleta e ajudá-lo com conselhos para tomar as melhores decisões.

Até agora, tem dado tudo certo. Que venham mais conquistas.

Investimento de R$ 400 milhões e centro de treinamento

A formação de um centro de treinamentos em São Paulo e um investimento de cerca de R$ 400 milhões de reais. É com esses ingredientes que o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, acredita em bons resultados nos próximos anos. Vale lembrar que o valor a ser investido no esporte é superior ao de Londres-2012, de R$ 165 milhões.

– Se comparado com outros comitês, nosso orçamento está bastante alto. Vamos dar aos atletas a melhor condição possível – falou.

O centro de treinamentos deve ficar pronto em 2014. Assim, a preparação final para a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, seria feita no local. A ideia é que ele possa ser utilizado por atletas de quase todos os esportes paralímpicos.

Ele também seria utilizado para a disputa de competições menores.

– Que seja um centro internacional. Poderão ser praticadas 15 modalidades. O local vai estar aberto para todo mundo. Podemos fazer etapas do circuito nacional lá - disse.

CONFIRA UM BATE-BOLA ANDREW PARSONS:

LANCE!Net: Com a construção do centro de treinamento em São Paulo, existe a ideia de levar o esporte paralímpico para outras regiões também?
Andrew Parsons: Existe. A ideia é que tenhamos outros centro regionais. Mas precisamos de recursos. Sozinho, o Comitê não consegue. Precisamos fazer parcerias com os governos. Já fomos procurados por governos estaduais, alguns especificos por modalidade. Estamos delineando um programa para reconhecer o clube formador de atleta paralímpico. Vamos ter um programa para reconhecer, dar mais condições para os clubes revelarem mais talentos.

L!Net: O que os outros dirigentes perguntam sobre o Alan Fonteles?
AP: Todos vibram muito e gostam de ver um grande ídolo ser desafiado. Aconteceu isso com o Oscar Pistrorius em Londres. Todos falam comigo de uma forma positiva e dizem que ele surgiu agora no momento que o Rio de Janeiro é sede da Paralimpíada. Existe um contentamento geral. Isso é bom para promover os Jogos no Rio.

L!Net: Como explorar ao máximo a imagem dele?
AP: Ele vai conquistar isso sozinho. Vamos tentar utilizar a imagem do Alan, mas tendo cuiidados, porque ele é novo e para que ele não perca o foco. Os atletas só são astros quando ganham. Quando deixa de ganhar, o protagonismo vai ser deixado de lado. As pessoas não estão sentindo tanta falta do Pistorius, porque alguém veio substituí-lo. É um trabalho que vamos fazer para cuidar da cabeça do Alan, Além da parte técnica, estamos tentando reduzir algumas coisas. Só nesse ano ele recebeu diversos convites no Reino Unido. Mas não adianta só promover, e chegar no Mundial e não ganhar a medalha.

L!Net: Dá para dizer que os atletas brasileiros já ganham mais que atletas internacionais?
AP: Os brasileiros acho que são os melhores colocados em relação a seus pares internacionais. Talvez Pistorius tenha sido quem mais ganhou recursos. Quando conversamos sobre nível de apoio, os estrangeiros ficam impressionados. Na elite, o teto é R$ 60mil. Temos mais de um atleta ganhando mais de R$ 50 mil.

*O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro