icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
08/06/2014
23:30

A crise administrativa pela qual passa a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) teve um novo episódio neste domingo. Em assembleia geral extraordinária realizada neste domingo em Fortaleza, a entidade elegeu um novo presidente. Renan Tavares, vice-presidente de competições no mandato de Aécio de Borba Vasconcelos, assumiu a gestão da confederação. Vasconcelos pediu licença do comando, como consta carta assinada no dia 30 de maio e publicada no site da CBFS. Ele tinha mandato até 2017. 

Nesta nota, Vasconcelos explica que solicitou o afastamento da entidade após a reprovação das contas de 2013 da CBFS em assembleia realizada com as federações estaduais no dia 25 de maio - a prestação das contas de novembro e dezembro de 2012 também foi rejeitada. Nesta carta, Vasconcelos já colocava Tavares em seu lugar, devido a problemas de saúde do substituto imediato, o então vice-presidente Vicente Piazza. 

Neste domingo, Tavares foi eleito com apoio das federações estaduais, segundo nota oficial do site da CBFS. Ele terá Louise Bedê como vice-presidente administrativo. Os cargos vagos de vice-presidente geral e de competições serão preenchidos em breve.

O discurso dos envolvidos na assembleia realizada em Fortaleza, cidade-sede da CBFS, foi de reformulação na entidade.

- Era necessário que acontecesse essa mudança. Não existe mudança sem trauma. Vamos ver, a partir desta data, desta reunião, se conseguimos sanar as pendências da Confederação na parte administrativa. Espero que possamos, Confederação e Federações, uma caminhada conjunta para um bem maior: o engrandecimento do futsal. Penso eu, e acredito que todas as federações também, que temos que contribuir para que essa nova era seja positiva. Essa foi a finalidade do que ocorreu na Assembleia: traçar as diretrizes do novo futsal brasileiro - falou Tavares.

Craque Falcão deflagrou crise na confederação

A crise na Confederação Brasileira de Futsal foi deflagrada em março deste ano, quando o astro Falcão disparou críticas contra a entidade e revelou que nunca mais defenderia a Seleção Brasileira.

O jogador publicou em uma rede social que a CBFS tratava os atletas do time como descartáveis, classificou a administração de Vasconcelos como "triste, pífia e deprimente", e revelou que a confederação ameaçava atletas que expunham publicamente problemas como atraso no pagamentos de vencimentos. 

Na ocasião, Falcão ganhou o apoio de outros atletas. O goleiro Tiago e o ala Neto, campeões mundiais com a Seleção em 2012 ao lado de Falcão, também anunciaram a saída da equipe e aumentaram as críticas à confederação.