icons.title signature.placeholder Jonas Moura
27/04/2014
14:30

O semblante do técnico Talmo de Oliveira esteve longe de se fechar após a derrota do Sesi-SP na final da Superliga Feminina para a Unilever, neste domingo, no Maracanãzinho. Porém, o treinador reconheceu que faltou experiência de finais às suas comandadas para tentar o título inédito do torneio. Para muitas delas, foi a primeira decisão.

– Temos que aprender a jogar uma final. É um glamour diferente. Temos jogadoras que nunca tinham vivido essa experiência de protagonista. É um aprendizado. Com certeza vamos sair daqui mais fortes. Agora já viajamos na quinta-feira pensando no próximo compromisso, que é o Mundial de Clubes – afirmou o treinador, também estreante em uma final feminina.

Seis jogadoras do time paulista participaram de uma final pela primeira vez. Caso das ponteiras Dayse, maior pontuadora da equipe paulista na final, com 10 pontos, Mariana e Pri Daroit e da líbero Suelen. Do outro lado, apenas a sérvia Mihajlovic, que chegou ao Brasil nesta temporada, viveu a mesma situação.

– Participar de uma equipe que batalhou o tempo inteiro me deixa muito feliz. Houve momento de derrotas, mas sempre soubemos contorná-las. No terceiro set, conseguimos um equilíbrio, mas enfrentamos um adversário com uma estrutura de marcação bem montada e não conseguimos superá-las – lamentou Talmo.

Para a central e capitã Fabiana, a derrota não foi motivo para frustração. Ao fim do jogo, ela era uma das mais animadas em meio à festa que as atletas da Unilever e do Sesi-SP fizeram juntas ao som de "Beijinho no ombro" no centro da quadra.

– A gente não jogou o que poderíamos. Não sei se foi ansiedade, o fato de ser a primeira final de quase todas. Mas acho que esse vice-campeonato representa muita coisa. Tiro o chapéu para todas essas meninas. Sei da luta que todas elas tiveram. Ninguém dava nada pela gente. Nos tornamos uma grande família. Sabemos na nossa capacidade. Temos que crescer cada vez mais. Acho que é daqui para cima – disse a capitã.