icons.title signature.placeholder Thiago Correia
14/11/2013
14:18

Um dos principais nomes da seleção portuguesa desde a era Luiz Felipe Scolari até a Copa do Mundo de 2010, o lateral-direito Miguel está sem clube desde o ano passado, e aos 33 anos não se considera aposentado. Pelo contrário. Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, o jogador demonstra muita animação em voltar aos gramados, garante estar bem fisicamente, explica os motivos de sua ausência, e coloca o Brasil como um dos possíveis destinos em janeiro. Revelou até que já houve essa possibilidade.

- Jogaria no Brasil e com todo o gosto (risos). Teve uma altura que houve uma abordagem, nada de concreto, alguns empresários... Mas as coisas não avançaram. Seria uma experiência que eu gostaria de experimentar e veria com bons olhos. Não sei o dia de amanhã, não sei o dia de amanhã, tenho saudade da adrenalina, estádio cheio, é único - disse o ex-jogador do Valencia, que também admite voltar a jogar em seu próprio país:

- Vamos ver o que o futuro reserva. Eu nunca fechei as portas a Portugal, mas por causa dos anos no exterior, preferia continuar fora. Se aparecer, vou analisar a proposta

Ainda na base, Miguel esteve no Sporting, mas foi revelado pelo Estrela de Amadora. Após de destacar em 1999/00, foi para o Benfica, aonde foi campeão português em 2004/05 no time comandado pelo italiano Giovanni Trapattoni. Neste ano, foi para o Valencia, aonde levou a Copa do Rei de 2007/08 ao lado de David Silva, David Villa, Juan Mata, Morientes e Edu Gaspar. Pela seleção, esteve nas Copas do Mundo de 2006 e 2010, e nas Eurocopas de 2004 e 2008.

No fim do ano passado, Miguel explica que terminou o contrato com o Valencia, aonde chegou a ser capitão, que recebeu propostas da Turquia, mas preferiu não ir para o país.

- Acabei deixando o tempo passar, quando quis me levantar, o mercado tinha fechado. Fui para a Inglaterra em janeiro, no Wigan, tive uma ruptura muscular na coxa direita e acabei perdendo um ano.

Porém, aos 33 anos (completa 34 em janeiro), Miguel acredita que pode voltar aos gramados e continuar jogando por mais duas ou três temporadas.

- Eu me sinto bem, sou jovem, posso me considerar uma pessoa dotada fisicamente, tenho bastante força física, vontade, as oportunidade não têm aparecido, e há alguns temas extra-futebol que as pessoas falaram, muitas coisas que não são verdade, que prejudicaram. Espero agora em janeiro poder voltar. Tenho saudade e gostaria de jogar - concluiu.