icons.title signature.placeholder Raphael Martins
06/04/2014
11:41

Paris Saint-Germain, Arsenal, Real Madrid, Liverpool, Manchester City, Chelsea e Juventus. Isso sem falar na seleção da França. O atacante Anelka, anunciado na madrugada deste domingo como nova contratação do Atlético-MG possui inegável experiência internacional, porém nas últimas temporadas o desempenho do francês vem deixando a desejar.

O baixo rendimento ainda veio acompanhado de polêmicas, como o motim contra o técnico da França, Raymond Domenech, durante a Copa do Mundo de 2010, passando por problemas com André Villas-Boas, discussão com torcedor na China, até o gesto considerado antissemita que fez durante a comemoração de um gol pelo West Bromwich no ano passado.

Última boa temporada e brigas com treinadores

A última grande temporada de Anelka como goleador foi pelo Chelsea, em 2008/09. Na equipe que era dirigida pelo holandês Guus Hiddink, Anelka fez 25 gols em 54 jogos. Ajudou naquela temporada o seu clube a conquistar a Copa da Inglaterra.

Desde então, o jogador entrou em uma espiral de decadência. A começar pela própria exclusão do atacante da equipe que disputou a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Na ocasião, Anelka xingou o treinador Raymond Domenech no intervalo da partida contra o México.

- Vai tomar no... , seu sujo filho da... - disse o atacante ao treinador no vestiário, segundo publicou na época o jornal "L'Equipe"

O motivo do xingamento foram as críticas que Domenech estava fazendo sobre a atuação de Anelka no primeiro tempo. O atacante foi substituído por Gignac. A Federação Francesa de Futebol reagiu com a exclusão do jogador do Mundial, pois isso significava "um comportamento inapropriado para um jogador da equipe".

Na ocasião, Anelka vinha de uma temporada onde havia sido campeão inglês e mais uma vez da Copa da Inglaterra pelo Chelsea. A quantidade de gols, no entanto, havia baixado. Na temporada 2009/10 foram 15 gols em 45 jogos disputados pelos Blues.

Ainda jogaria 46 jogos, com 16 gols na temporada 2010/11, sob o comando de Carlo Ancelotti. No entanto, quando o português André Villas-Boas assumiu a equipe, em junho de 2011, Anelka viria a perder espaço gradativamente. O Chelsea contava com Drogba e Fernando Torres como primeiras opções. Isso sem falar na presença do espanhol Juan Mata, e do inglês Sturridge.

Irritado com o treinador português, Anelka chegou a criticá-lo publicamente. O francês estava irritado por ser colocado para treinar junto com jogadores das categorias de base.

- Toda vez eu sou castigado e obrigado a treinar com os mais jovens. Eu tenho todos os equipamentos que um profissional tem, mas ele sempre me coloca no outro vestiário - reclamou na época.

O período chinês e a curta passagem pela Juve

Após apenas 15 jogos e um gol pelos Blues, Anelka foi liberado a custo zero para assinar com o Shanghai Shenhua, da China. No Oriente, o francês fez 24 partidas, marcando somente três gols. Marcou sua passagem por uma discussão com um torcedor. Neste momento, já era especulada a volta do jogador para Inglaterra.

No entanto foi a Juventus quem apareceu propondo um empréstimo por cinco meses. Na Itália, Anelka fez somente três jogos e nenhum gol. O retorno à Inglaterra foi pelo West Bromwich, trazido a custo zero do Shanghai Shenhua. O clube chinês vivia uma crise, e não estava cumprindo com os compromissos salariais.

A polêmica da comemoração no West Brom

Pelo West Brom, nesta temporada, foram 12 jogos e dois gols. Ambos marcados no empate em 3 a 3 contra o West Ham, no dia 28 de dezembro. Neste dia, Anelka causou mal estar ao fazer um gesto em suas comemorações chamado "quenelle". Na França o gesto, feito pelo comediante Dieudonné, é descrito por grupos judaicos como antissemita por lembrar "uma saudação nazista invertida". O atacante foi suspenso por cinco jogos e multado em 80 mil libras.