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20/02/2015
12:32

A polícia de Madri montou uma verdadeira operação para prender os líderes de uma torcida organizada do Real. Trata-se da "Ultras Sur", caracterizada por conter pessoas extremistas e que por várias vezes levavam bandeiras da Era Franco, ex-ditador espanhol, suásticas (símbolo nazista) e cruzes celtas (adotadas por grupos políticos radicais). De acordo com o jornal "El País", a prisão de Antonio Menéndez, o El Niño, Javier Oviedo González, o El Bombero, e Daniel Fernández Amor, o El Cani, deve colocar fim a esta torcida radical.

A operação foi denominada Ariete, comandada pela Brigada Provincial de Informação de Madri, ocorreu no auge dos movimentos ultras da Espanha, depois de um recente assassinato a pauladas de um torcedor da Riazor Blues, do Deportivo La Coruña, em jogo contra o Atlético de Madrid, no ano passado. Mas ela se iniciou após uma denúncia de extorsão feita na delegacia de Vallecas, na capital espanhola.

E MAIS
- OPINIÃO: Baixo rigor na luta contra os ultras na Espanha

A queda livre da torcida do Real Madrid começou em novembro de 2013, quando os dirigentes dos Merengues, conscientes de que haviam perdido o controle sobre a torcida mais radical, optaram por expulsá-los do estádios. Aqueles dias foram chamados de 'Guerra Civil' entre os Ultras Sur.

Os antigos líderes da torcida começaram a ser questionados pelas novas gerações, que exigiam participação no bar-sede do grupo e reclamavam de colocar a cara a tapa em confrontos em nome dos seus 'comandantes'. Os 'novos' torcedores, liderados por El Niño, entraram em conflito com os líderes perto do Bernabéu. Venceram nas ruas, mas sua violência, radicalidade ideológica e desobediência chamaram a atenção da diretoria do Real, que, temendo o pior, decidiram por banir a torcida.

Desde então, o grupo andava pela noite da capital espanhola provocando tumultos, assaltando lojas de rivais do Atlético e causando medo nas pessoas, que muitas vezes retiravam denúncias por serem coagidas e estarem com medo dos torcedores.

Proibido de sair do país, El Niño foi preso quando voltava da Colômbia após fazer cirurgias estéticas. Ele saiu da Espanha com passaporte falso. O torcedor radical viajou à América do Sul para uma lipoaspiração e uma rinoplastia, depois de passar dez dos seus 31 anos brigando dentro e fora da Fondo Sur do estádio Santiago Bernabéu.