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09/02/2015
17:06

Mesmo após toda a polêmica ocorrida antes do Dérbi entre Palmeiras e Corinthians, no último domingo, no Allianz Parque, o Ministério Público cogita a possibilidade de outro importante duelo paulista, Santos e São Paulo, acontecer com torcida única.

O segundo clássico do Campeonato Paulista está marcado para acontecer na próxima quarta-feira, às 22h, na Vila Belmiro. A decisão, segundo Roberto Senise, promotor do Ministério Público, irá depender de relatório do serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública.

- Vamos analisar os fatos envolvendo as torcidas de Santos e São Paulo para ver se há necessidade da medida de torcida única. É uma medida excepcional, não precisa ser regra. Temos que ver o nível de animosidade entre as torcidas. Estou aguardando o relatório do serviço de inteligência, devo receber nos próximos dias - afirmou Senise em entrevista ao programa Arena Sportv.

O promotor explicou ainda que para o jogo envolvendo Palmeiras e Corinthians havia uma tensão por conta da morte do torcedor alvinegro Felipe "Dime", em janeiro passado:

- No caso das torcidas de Palmeiras e Corinthians, há animosidade desde meados de 2014 e, com a morte do Felipe "Dime" em janeiro, ela ficou ainda maior. E culminou, por coincidência, neste fim de semana, com eleição no conselho do Palmeiras e de presidente do Corinthians. Fatores que contribuíram e muito para desencadear os riscos adiantados. Com relação a Santos e São Paulo, estou aguardando o posicionamento do serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública, do Ministério Público e o do Tribunal de Justiça de São Paulo. O doutor Paulo Castilho deve passar as informações nos próximos dias - explicou.

Na última semana, o Ministério Público enviou uma recomendação à Federação Paulista de Futebol (FPF) para que o Dérbi fosse realizado apenas com a torcida mandante. Em um primeiro momento, a entidade acatou o pedido. Porém, um dia depois o Corinthians entrou com uma ação na Justiça e conseguiu um parecer declarando que não haveria ameaça de punição caso houvesse venda de bilhetes para os visitantes.  Assim, após pressão da direção corintiana, a FPF voltou atrás e repassou as cotas de ingresso para o Timão, que comercializou as entradas.