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27/11/2014
17:54

Fundado em 2 de junho de 1975, o Brasília dominou o futebol candango entre 1976 e 1987, período em que conquistou seus oito Estaduais. Realizando campanhas sólidas nos últimos anos após disputar até a hoje extinta Terceira Divisão estadual, o clube candango finalmente pode celebrar, com sete meses de atraso, a maior conquista da sua história: a Copa Verde, que garantiu vaga ao time na próxima Copa Sul-Americana. Em julgamento realizado nesta quinta-feira, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Pleno da entidade reformou, por maioria de votos, a decisão do julgamento em primeira instância e confirmou o título ao clube do Distrito Federal.

O julgamento em primeira instância havia punido o Brasília por conta da irregular de quatro jogadores (Fernando, Índio, Gilmar e Igor) no segundo jogo da final da Copa Verde, no dia 21 de abril. Os contratos do quarteto não constavam no Boletim Informativo Dário (BID) da CBF no dia do duelo, apesar de o clube candango ter dado entrada com o documento de prorrogação dos atletas no dia 15 de abril junto à Federação Brasiliense de Futebol (FBF). Com tal decisão, o Paysandu ficou com o título.

O Brasília recorreu, mas teve que aguardar até esta quinta para celebrar o título. Em um primeiro momento, a sessão no Pleno que decretaria o resultado foi adiada por conta do mau tempo – impedindo a chegada de auditores do Rio de Janeiro – e, no dia 11 de setembro, Caio Rocha, presidente do STJD pediu vistas do processo devido à complexidade do mesmo – o placar da votação no Pleno estava 1 a 1. Com a sequência da votação, nesta quinta, o Brasília saiu vencedor por 3 a 2. Houve o entendimento de que o Brasília realizou todos os procedimentos para a renovação dos contratos corretamente, mas acabou sendo prejudicado com um erro no BID da CBF.

O Paysandu, que teve confirmado o terceiro vice na temporada – havia perdido a decisão do Paraense para o Remo e foi superado pelo Macaé na decisão da Série C – garantiu, através de Alberto Maia, responsável pelo departamento jurídico do clube e presidente eleito do Papão, que o Paysandu ainda não desistiu do caso.