icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
11/03/2014
07:02

A falta de gols nos primeiros três jogos incomodou a torcida do Santos, que já tinha esperado cinco rodadas para ver Leandro Damião, contratação mais cara da história do futebol brasileiro, em campo. Agora a história é outra: o camisa 9 vem de quatro gols nas últimas cinco partidas, espantou a seca, “mudou” Gabriel de posição e mostrou que chegou para ficar.

A duas rodadas do fim da primeira fase do Paulistão, o reforço de R$ 42 milhões tem bom histórico em decisões pelo Inter, e terá a grande chance de mostrar que ainda é “nível de Seleção” a partir das quartas de final do Estadual, único torneio que termina antes da convocação. Felipão, aliás, já descreveu o tipo de atacante que gostaria de levar para a Copa: é preciso ter presença de área, bom cabeceio e ser participativo. Com Oswaldo de Oliveira, o santista se adapta.

– O Damião vem mostrando um espírito coletivo muito grande – reconheceu Oswaldo após os 4 a 1 contra o Oeste, domingo, quando o camisa 9 fez seu gol de ombro.

Mais participativo, com cruzamentos na área e até ajudando a puxar contra-ataques fora dela, ao lado de Cícero e Gabigol, o atacante mostra evolução e apaga de vez a temporada 2013, quando marcou apenas 13 vezes em 45 partidas pelo Colorado. No Brasileirão, foram míseros cinco gols – um em abril, um em julho, um em agosto e dois em outubro. Sendo assim, a média dos últimos cinco jogos é a melhor de Damião desde 2011, quando chamou atenção no futebol brasileiro anotando 38 vezes em 53 jogos.

Números, estatísticas e marcas que ajudam a diretoria a justificar o ousado investimento, que teve ajuda do fundo Doyen Sports, e até hoje tem sua utilidade discutida entre os conselheiros do clube. Na última reunião, foi até mencionado o valor de venda do atacante, que tem contrato até dezembro de 2018 e só sairá por uma proposta de 18 milhões de euros (R$ 57,5 milhões).

Os números aproximam Damião dos outros atacantes do trio de Oswaldo, todos com cinco gols marcados. As estatísticas são usadas pelo treinador para assegurar sua titularidade e estudar seu novo posicionamento em campo. Já as marcas podem servir para o título paulista voltar à Vila Belmiro e uma dúvida surgir na “lista quase fechada” da Copa. A evolução, como o show, tem que continuar...

No Sul, ele decidiu!

2011
Usado pelo time profissional do Inter a partir do segundo semestre de 2010, foi titular no Gauchão do ano seguinte e anotou dois gols nos dois jogos da decisão, logo contra o Grêmio.

2012
Tirou o Grêmio na final de um dos turnos e marcou contra o Caxias, na decisão. Novamente, estrela brilhou.

2013
Grêmio não chegou, e Damião fez dois no São Luiz. Tricampeão em alta!