icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
26/06/2014
08:05

No início de abril, Rogério Ceni anunciou que esse será seu último ano como jogador profissional. Os torcedores do São Paulo que ainda têm esperança que o capitão mude de ideia precisam aceitar aos poucos a realidade. Com 41 anos, o ídolo da torcida ressaltou que é muito difícil desistir da aposentadoria e destacou sua idade para dizer que acredita que chegou o seu momento de parar. Entretanto, ficar longe do futebol não passa perto de sua cabeça.

- Futebol fará parte da minha vida até o fim, não tem como. Trabalhei e joguei tantos anos por um grande clube, é natural que esteja sempre a imagem conectada ao mundo do futebol. Não sei se o trabalho primário será no futebol, mas foi ele que me deu tudo que eu tenho. Um pouco mais perto ou mais distante, sempre vou acompanhar – ressaltou o goleiro.

No amistoso contra o Orlando City, disputado na última sexta-feira, nos Estados Unidos, Rogério vestiu a camisa tricolor pela 1148 vez. Na última quarta-feira, o arqueiro, que está com o elenco em excursão em Orlando para treinos durante a pausa do Brasileirão, comemorou os 21 anos de sua estreia pelo São Paulo.

Ele, porém, está desde 1990 no clube e apesar de toda a convicção de sua aposentadoria assumiu que ainda não está preparado para parar e que isso virá com o tempo.


- Estou tranquilo. Não vou estar preparado para deixar de jogar, ninguém está. Não tenho como dizer que estarei preparado. É uma coisa habitual, do dia a dia, não tem como. Mas estou tranquilo, estou me preparado como se não fosse acabar a carreira. Faço os mesmos treinos, como se fosse prosseguir. No último dia provavelmente vou ficar triste, mas até então vou trabalhar como sempre fiz - disse.

Em sua trajetória, Ceni não se limitou a exercer a função de goleiro. Até agora, marcou 117 gols (58 de falta, 58 de pênalti, e um com a bola rolando). Adorado pelos torcedores, ele leva o carinho deles como a maior realização.

– O maior orgulho que tenho é o respeito e o carinho dos torcedores do meu time. De representar em campo, com luta e dedicação. Conseguir ficar 24 anos na mesma empresa, não é fácil, ainda mais em uma na qual você é julgado toda quarta e domingo. Não faço questão de jogo de despedida. Para mim, tudo que vivi, é o reconhecimento da minha carreira – completou