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05/02/2015
07:25

Mesmo depois de um bom primeiro tempo diante do Capivariano, com toque de bola de qualidade, uma bola na trave e uma assistência, Maicon foi perseguido por parte da torcida do São Paulo no segundo tempo no Pacaembu. Vaiado por alguns e aplaudido por outros, o meia deixou o vestiário depois da vitória por 4 a 2 revoltado e se sentindo perseguido.

- Hoje (ontem, quarta-feira), aliás, não só hoje, como em outras vezes, acho que a torcida está me perseguindo. Estou indo para o meu quarto ano aqui no São Paulo, sempre assim. Sei que não foram todos os torcedores (que vaiaram), até porque outros me aplaudiram. Para os que me aplaudiram, aviso que vou continuar correndo como sempre. Não sou craque, não sou jogador de velocidade, eu sou de toque de bola, de fazer tabela... Hoje (ontem, quarta-feira) eu participei muito bem do jogo, quase fiz um gol de cabeça, participei do primeiro gol, dei uma assistências. Mas aí perde uma bola atrás, a culpa é do Maicon. Perde a bola na frente, a culpa é do Maicon. Tudo é o Maicon - declarou.

- Isso cansa um pouco. O torcedor precisa analisar o jogo. Se errou, errou todo mundo. Eu, quando jogo mal, faço a minha autocrítica, não sou ignorante. Vou procurar fazer sempre o meu melhor. Ficar me perseguindo assim não vai adiantar. Já falei e vou repetir: se não está satisfeito, faz reunião com o presidente... - complementou, sendo interrompido por um abraço do companheiro Rogério Ceni.

Mais político, o goleiro e capitão do Tricolor fez questão de colocar panos quentes na polêmica e ressaltou a importância de Maicon no time.

- Não precisa fazer reunião nenhuma. Ele é muito importante para nós, vai seguir conosco. O torcedor é emotivo, mas grande parte da torcida incentivou ele. O Maicon é importantíssimo para nós. Não vamos perder ele não - avisou.