icons.title signature.placeholder Gabriel Cassar e Jonas Moura
22/02/2015
12:20

Algoz das brasileiras Teliana Pereira (108ª) e Bia Maia (234ª), a italiana Sara Errani mostrou até agora porque a cabeça de chave número um da competição. Por outro lado, uma jovem pouco conhecida no cenário já pode dizer que vai guardar boas lembranças da capital fluminense. Trata-se da eslovaca Anna Schmiedlova (75ª), que neste domingo tem a missão de surpreender a favorita na final, às 15h (de Brasília).

As tenistas têm perfis bastante distintos. A começar pela idade e pelo histórico no circuito da WTA. Enquanto Errani, de 27 anos, já foi vice-campeã de Roland Garros (2012) e vai em busca do oitavo título em simples, Schmiedlova nunca viveu a experiência de uma decisão profissional.

– É incrível! Não acredito ainda, já que nunca havia passado da segunda rodada em torneios desse nível. Definitivamente, é meu melhor torneio na carreira. Será um jogo duro na final. Espero segurar meu nervos – disse a eslovaca, que bateu a romena Iroina-Camelia Begu (34ª) por 2 sets a 1 (6-3, 4-6 e 6-2) no sábado.

Begu sentiu-se mal durante a partida, que teve início às 13h, e chegou a apresentar sangramento no nariz, mas foi até o fim. Porém, nada pôde impedir a eslovaca, que confessou não gostar do esporte quando criança.

– Não gostei de início, tinha que jogar no verão durante as férias, então não curtia, gostava mais de ficar desenhando, depois passei a jogar melhor, comecei a gostar e fui amadurecendo – afirmou a jovem, conhecida pelas expressões faciais inusitadas que faz durante os jogos – afirmou a tenista, fã da tcheca Petra Kvitova (3ª).

Já Sara Errani passou com um pouco mais de tranquilidade pela sueca Johanna Larsson (69ª) por 2 a 0 (7-5 e 6-3). Apesar de novamente mostrar dificuldades no saque, ela dominou a oponente nos momentos decisivos.

– Tentei jogar meu melhor, mesmo com as condições difíceis que, diga-se, estavam melhores que as de ontem. Larsson tem golpes muito potentes, então tentei encontrar formas de pará-la e consegui – afirmou a italiana, que em 2012 terminou a temporada como número seis do mundo e chegou a entrar no top 5 em maio de 2013.

Anna Schmiedlova nunca havia chegado a uma decisão profissional (Foto: Divulgação/AGIF)