icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira
10/06/2014
07:43

Jogador mais valioso do elenco do Botafogo, o zagueiro Dória é constantemente assediado por clubes que desejam contar com o futebol dele. Porém, qualquer um que apresentar uma proposta ao Glorioso, ouvirá um pedido, caso as conversas avancem: que jovem de 19 anos fique em General Severiano até o fim do ano. O grande motivo para isso é a proximidade da eleição presidencial, marcada para novembro.

Segundo a apuração do LANCE!Net, uma possível venda do jogador, num momento complicado, dentro e fora de campo, poderia colocar a torcida e os sócios contra a diretoria. As coisas ficariam ainda piores para o candidato que for apoiado pelo atual presidente, Mauricio Assumpção (hoje, o nome mais forte é do empresário Durcésio Mello), se Dória for vendido para um clube brasileiro, rival do Botafogo em competições domésticas.

Por isso, há o receio de aceitar a última proposta recebida. A Elenko Sports quer comprar os 40% dos direitos econômicos do zagueiro que pertencem ao Glorioso e repassá-lo ao Santos. Mas o pedido pela manutenção do atleta e o vazamento do negócio travaram as conversas, por enquanto.

Pessoas próximas ao jogador consideram boa uma transferência imediata para o futebol europeu, onde ele terá condições de evoluir ainda mais.
Com uma multa rescisória de 20 milhões de euros (cerca de R$ 60 milhões) e contrato até o fim de 2017, Dória tem os direitos econômicos divididos entre Botafogo (40%), Vergette Sports (40%) e DIS (20%).

PROPOSTAS REJEITADAS

No ano passado, Dória recebeu duas propostas de clubes russos, no valor da antiga multa rescisória, fixada em dez milhões de euros – R$ 31 milhões. Porém, entendendo ser muito cedo para deixar o Brasil, o defensor preferiu permanecer.

Procurada pela reportagem, a diretoria de futebol do Botafogo negou que tenha recebido propostas por Dória nas últimas semanas.