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11/02/2015
12:48

Nascido em outubro de 1940, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, pertence a um outro momento do futebol brasileiro. Após participar de um evento que conectava esporte e educação, na última terça-feira, o maior jogador do Brasil se posicionou sobre atuais polêmicas do mundo esportivo. Em entrevista ao Uol Esporte, dentre outras coisas, falou sobre racismo e torcida única.

Dono de uma opinião um tanto quanto polêmica, Pelé acredita que existe muita ênfase no preconceito em geral. A sua receita, na epóca em que ainda era atleta profissional, era não dar atenção para os xingamentos.

- Infelizmente, nós temos o racismo no Brasil com o japonês, o negro, o gordo. Se eu fosse brigar todas as vezes que me chamaram de negro nos Estados Unidos, na Europa, na América Latina e no Brasil, eu ainda estaria processando todo mundo - disse o Rei.

- Na minha maneira de entender, eu acho que deram muita ênfase a essa coisa do ser humano. No tempo em que eu era jogador profissional, era a mesma coisa. Xingavam, mas nunca houve essa preocupação, essa atenção que foi dada para os que gostam de segregar. Eles não são torcedores normais, são doentes que vão para os estádios e ficam ofendendo. Se todos fizessem como o Daniel (Alves), quando jogaram uma banana quando ele foi bater o escanteio, descascassem a banana, comessem e não fizessem nada, nunca mais ninguém ia fazer nada. O grande problema é que dão atenção a esses malucos que vão para o jogo, que não são torcedores, são bandidos - continuou.

Sobre a crise que o futebol brasileiro vem passando, ele credita o mau momento a má administração das equipes. E, segundo ele, a questão da violência nos estádios deveria ser tratada pelas autoridades como um problema sociail.

- É triste. O único esporte que você tinha, por suposto, juntar todos os povos. No Brasil, estão fazendo a separação. É triste você saber que tem que tomar essa providência para poder continuar um campeonato no Brasil. Acho que chegou o momento de o governo ver isso, porque esse é um problema social e não esportivo - afirmou Pelé.