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10/03/2014
07:05

Pela primeira vez em pouco mais de quatro meses no Vasco, Adilson Batista sentiu o amargo gosto das críticas da torcida vascaína. As vaias e xingamentos vieram logo após o Bonsucesso abrir o placar em São Januário e ganharam força ao apito final, quando o resultado esperado não veio e a equipe da Colina ficou apenas no empate – desperdiçando a chance de garantir a classificação às semifinais do Carioca antecipadamente.  

Experiente, o comandante afirmou estar acostumado com os julgamentos negativos dos torcedores e lembrou que isso é algo comum na vida dos técnicos brasileiros.

Por outro lado, Adilson ressaltou que vivencia o trabalho diário com o elenco vascaíno e garantiu ter total noção do que está fazendo.

– Já estou acostumado com essa situação. Aliás, eu e vários outros treinadores. Muita gente já foi criticada, faz parte da nossa cultura. Tenho que ter calma nesse momento. Discordo de algumas coisas, de alguns gostos. E eu estou no dia a dia, vivencio o trabalho e sei o que estou fazendo. Fizemos um ótimo jogo, mas é claro que o resultado não nos deixou satisfeitos. Nós agimos com a razão – disse.

Os gritos de “burro” começaram, principalmente, após os presentes à Colina pedirem a entrada de Thalles e não serem correspondidos de maneira imediata. Para piorar, neste intervalo, o Bonsucesso fez o primeiro gol da partida, com Geovane.

O fim do jogo e o decreto do tropeço fez com que os xingamentos se intensificassem, rotina em São Januário está longe de ser exclusividade de Adilson Batista (veja mais no quadro abaixo).

“Uh, pula aê, deixa o Caldeirão ferver” é um dos gritos mais ecoados em São Januário, geralmente após os gols do time cruz-maltino. Mas ao mesmo tempo que pode ferver de alegria, pode também ferver de irritação e contestamentos.

Apoiado pelos vascaínos no fim do ano passado, Adilson teve a renovação pedida. Porém, o treinador viu que a exigência é grande e qualquer motivo pode ser motivo...

Outros criticados

Cristovão Borges
O técnico, que comandou o time cruz-maltino entre setembro de 2011 a setembro de 2012, foi alvo constante, mesmo com a boa campanha na Sul-Americana, Brasileiro e Libertadores.

Marcelo Oliveira
Sucessor de Cristovão, ficou no Vasco por apenas dez partidas, mas o rendimento foi abaixo do esperado e também foi muito vaiado.

Gaúcho
Começou 2013 como treinador do time, mas após tropeços, não foi perdoado pelos cruz-maltinos.