icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
01/02/2015
10:56

Emerson Leão atribuiu o título do São Paulo no Campeonato Paulista de 2005 à “simplicidade, vontade e cumplicidade entre jogadores e comissão”. Naquele ano, a equipe venceu 14, empatou três e perdeu apenas dois de seus 19 jogos, terminando oito pontos à frente dos vices Corinthians e Santos no torneio de pontos corridos.

Dez anos se passaram desde que o elenco “sem gastos e sem estrelas” comandado por Leão faturou o Paulistão e abriu caminho para uma temporada recheada de títulos importantes, como a Libertadores e o Mundial. Entre vices, vexames e diversas eliminações na fase de semifinais, o Tricolor nunca mais ergueu a taça estadual. E admite que a pressão aumenta a cada ano que passa.

– Quem não ganha fala que é “só” o Paulistão, mas não tem isso, porque ao mesmo tempo traz uma grande pressão para quem não ganha. Então vamos levar muito a sério – diz o técnico Muricy Ramalho, que a partir do dia 18 dividirá atenções com a fase inicial da Libertadores.

Até lá, Muricy terá cinco jogos pelo Estadual, incluindo um clássico contra o Santos, pela frente. Essa caminhada começa neste domingo, às 17h, no estádio Tenente Carriço, em Penápolis. O adversário é justamente um algoz dos últimos anos: o Penapolense, responsável por tirar o Tricolor logo nas quartas de final no ano passado.

Para afastar os traumas e tentar reviver pelo menos um pouco das glórias de 2005, o Tricolor contratou sete reforços: Bruno, Carlinhos, Thiago Mendes e Cafu estão relacionados para o confronto de hoje, Breno e Daniel se tratam no Reffis e Centurión ainda nem foi apresentado. Em contrapartida, Kaká, Osvaldo, Alvaro Pereira e Luis Ricardo não fazem mais parte do elenco em 2015.

Segundo Muricy, apesar da perda de Kaká, o elenco está mais forte do que o de 2014. Além disso, a diretoria já cobra títulos publicamente, o que irritou o treinador e aumentou a pressão do Tricolor para as competições que disputará neste ano. Inclusive o torneio estadual...

– Estamos muito focados – avisa Muricy, campeão paulista três vezes na carreira (uma pelo São Caetano e duas pelo Santos), e otimista para reescrever mais essa história.

MAS E DEPOIS?

Vice em 2006 - Tricolor ficou na cola do Santos durante todo o Paulistão, mas terminou um ponto atrás no sistema de pontos corridos do torneio. Foi o ano em que chegou mais perto do título estadual...

Só semifinal - Entre 2007 e 2013, o São Paulo caiu nas semifinais consecutivamente. São Caetano, Palmeiras, Corinthians (duas vezes) e Santos (três vezes) foram os algozes do São Paulo, que nunca mais chegou tão perto do título do Paulistão.

Vexames - Depois de ser campeão em 2005 e vice em 2006, o São Paulo sofreu uma goleada surpreendente na semifinal do Estadual de 2007. Com Muricy Ramalho, poucos meses após iniciar a trinca de títulos do Brasileirão, o Tricolor levou 4 a 1 do São Caetano no Morumbi. Outro vexame de proporções semelhantes ocorreu no ano passado. Favorito ao título do Paulistão, a equipe foi eliminada nos pênaltis pelo modesto Penapolense. Depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal, no Morumbi, Rodrigo Caio errou seu pênalti e o adversário venceu: 5 a 4.