icons.title signature.placeholder Renato Rodrigues
21/11/2013
18:18

A falta de receptividade da CBF diante das reivindicações do Bom Senso F.C. fará com que as manifestações sejam cada vez mais impactantes daqui para frente. Quem garante é Paulo André, um dos líderes do movimento.

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, o zagueiro do Corinthians se mostrou insatisfeito com a falta de diálogo das entidades responsáveis pelo futebol brasileiro. Depois de usar faixas na entrada do gramado e cruzarem os braços após o apito inicial, os atletas prometem causar um impacto maior.

- Já dissemos que aumentaríamos as protestos caso não tivéssemos respostas da CBF. Como não houve, as manifestações continuarão - avisou.

- Estamos discutindo os próximos passos, não definimos ainda. Mas todos ficarão sabendo como da outra vez, em cima da hora. É muito mais chocante e chama mais a atenção das entidades, da mídia, do torcedor... Vamos planejar algo mais impactante acerca dos assuntos abordados - completou o corintiano.

Questionado se esperava a mesma atitude dos jogadores da Seleção Brasileira durante os amistosos contra Honduras e Chile, Paulo André respeitou a decisão dos companheiros de profissão e preferiu exaltar os que colaboram no Brasil.

- Estou feliz com os atletas que participam. É algo historico, estou muito orgulhoso e temos um retorno super positivo. O ser humano sente o instinto de sobrevivência. Quando o calo aperta, todos vão se propor a defender algo. É democracia, respeitamos aqueles que no momento não podem, não fazem ou não querem - explicou.

Por fim, o zagueiro revelou os clubes que, de forma oficial, apoiam o movimento. Ele ainda deixou claro a importância que isso teria caso todas as entidades abraçassem a causa de forma definitiva.

- É fundamental a participação dos clubes. A gente acredita que eles serão o fiel da balança. Quando enxergarem e melhorar o produto, vão crescer a renda. É o que a gente acredita. Nesse momento, o Santos e o Bahia se posicionaram e defenderam o movimento. Temos presidentes e diretores de outros, mas não é oficial. É um risco, medo de retaliações, situações obscuras no final de campeonato... - concluiu.