icons.title signature.placeholder Jonas Moura
27/03/2014
08:02

O retorno à Superliga após uma passagem pela Turquia não mudou a decisão de Paula Pequeno de descartar a Seleção Brasileira. Em conversa com o LANCE!Net, a ponteira do Brasília Vôlei voltou a afirmar que não tem mais pretensões de defender o país e retomar o espaço perdido após as lesões e a renovação no grupo verde-e-amarelo.

Embora a meta de buscar sempre o melhor rendimento ainda seja a mesma, ela considera o desgaste físico e psicológico provocado pelos períodos intensos com o time nacional um grande problema. A última competição da ponteira pelo Brasil foi a Olimpíada de Londres, em 2012, quando ela terminou na reserva de Fernanda Garay.

– Seleção não está nos meus planos. Desde Londres, decidi que, para prolongar minha carreira, teria que fazer uma escolha. Preciso de férias, descansar o corpo, a alma, a mente, tudo. Hoje, minha prioridade é dar atenção para minha família e voltar para a próxima temporada na melhor forma possível – disse a brasiliense, de 32 anos.

Focada em se recuperar de uma torção no tornozelo que a deixou fora das quartas de final contra o Molico/Osasco, Paula só poderá jogar na atual temporada novamente se o Brasília forçar a terceira partida da série melhor de três.

Mas ela sabe que a missão é difícil. O time paulista, que acumula 27 jogos de invencibilidade, só precisa confirmar o favoritismo nesta quinta para decretar a eliminação da equipe candanga.

– Foi uma frustração tanto para a torcida quanto para mim, já que este é o melhor momento, é quando a gente dá o sangue e o coração. Mas essas coisas acontecem. O que me conforta é saber que o time se superou dentro da competição depois de todas as dificuldades que tivemos – afirmou a bicampeã olímpica e melhor jogadora de vôlei da Olimpíada de Pequim, em 2008.

Ao fim da primeira rodada dos playoffs, Paula Pequeno aparece nas estatísticas da Superliga como a décima melhor atacante, com 18,14% de eficiência. A líder é a oposto Andreia, do Pinheiros, com 24,30%.