icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Marcio Porto
27/11/2014
15:31

Alexandre Pato não treinou cobranças de pênaltis antes de o São Paulo ser eliminado nas semifinais da Copa Sul-Americana, na última quarta-feira, para o Atletico Nacional, em duelo decidido justamente nos penais. O atleta não quis simular cobranças com o restante do elenco, na terça e quarta, quando Muricy Ramalho deu a atividade. E o técnico não gostou nada da postura de um dos principais jogadores do elenco.

Coincidência ou não, o camisa 11 nem sequer entrou na partida decisiva, em que o Tricolor devolveu o 1 a 0 da ida e caiu nos pênaltis. Nas redes sociais, muitos torcedores criticaram Muricy por manter o atacante no banco e colocar Osvaldo, com o Tricolor precisando de mais um gol para matar o jogo direto. Vale lembrar que, no último domingo, no clássico contra o Santos, Pato foi substituído após sofrer um trauma no quadril e chegou a ser dúvida para o duelo contra os colombianos.

No São Paulo, há quem acredite que o atacante não quis treinar pênaltis por um trauma adquirido quando ainda era jogador do Corinthians. Nas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Grêmio, Pato bateu com cavadinha na decisão por pênaltis e jogou a bola de maneira bizarra nas mãos do goleiro Dida. Ele era o último cobrador corintiano e, ao desperdiçar, decretou a eliminação do time. A torcida se revoltou e o atacante não teve mais clima para jogar no rival.

Curiosamente, mesmo após o ocorrido, Pato seguiu como um dos principais cobradores do Corinthians e chegou a marcar de pênalti contra o Fluminense, em jogo pelo Brasileiro. Na comemoração, pôs a mão na orelha, pedindo para a torcida gritar seu nome.

Já no São Paulo, efetuou uma cobrança este ano e marcou. Na Copa do Brasil, no tempo normal, Pato recebeu a cobrança de presente do goleiro Rogério Ceni e não desperdiçou a chance. O Tricolor venceu por 2 a 1, mas perdeu a volta por 3 a 1 e foi eliminado na terceira fase.

Para o duelo da Sul-Americana, o São Paulo em nenhum momento deixou de se preocupar com a possibilidade de a decisão ir para os pênaltis, após perder o jogo de ida por 1 a 0. Isso porque treinou o fundamento até na quarta-feira, dia do jogo, quando estava concentrado no CT da Barra Funda. Fez isso porque volante Souza, por exemplo, não participou da atividade de terça porque estava com indisposição estomacal. Ele nem estava na lista dos principais cobradores, mas efetuou disparos.

Os cinco primeiros escolhidos para bater foram Alan Kardec, Rogério Ceni, Rafael Toloi, Luis Fabiano e Michel Bastos - Kaká tinha sido substituído. No entanto, Kardec e Toloi erraram e os dois últimos nem tiveram a chance de bater. O Nacional, por sua vez, marcou todos e venceu por 4 a 1.

Depois, em entrevista coletiva, Muricy lamentou o erro de Kardec, que escorregou e jogo a bola onge, e enfatizou que a equipe treinou muitas penalidades antes do confronto.

- Foi uma infelicidade do Kardec, uma pena, porque é nosso melhor batedor, tanto que tirou o goleiro da jogada. Uma pena mesmo. Treinamos na terça, na quarta, mas acontece. Primeiro que nem deveria ter pênalti, pelo que criamos, mas tem coisas no futebol que não se explica - analisou o técnico.

Alexandre Pato vem sendo reserva do São Paulo desde que se recuperou uma lesão na coxa esquerda, sofrida em 15 de outubro. No jogo de ida, ele entrou no segundo tempo, na parte final. No clássico contra o Santos, foi titular, mas precisou ser substituído no primeiro tempo. Ele está emprestado pelo Corinthians até dezembro de 2015.