icons.title signature.placeholder Igor Ramos
16/06/2014
17:07

A Copa do Mundo no Brasil vem reservando a Karim Benzema um protagonismo previsível após o corte de Ribéry, até então o maior astro dos Bleus. E o craque do Real Madrid vem justificando a expectativa que os torcedores e a imprensa criaram em torno dele. No jogo de domingo Benzema foi o principal nome da França e esteve muito perto de entrar para a história e igualar-se a um dos maiores craques do futebol francês, Just Fontaine.

Em 1958, Fontaine marcou três gols na estreia dos Bleus no Mundial da Suécia, contra o Paraguai (vitória francesa por 7 a 3, no dia 8 de junho). Números ainda imbatíveis.

Tal marca só não foi igualada por Benzema pois o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci creditou como gol contra o toque do goleiro Valladares.  A jogada aconteceu no início da segunda etapa. Os Bleus já venciam por 1 a 0 quando Benzema cabeceou firme e a bola tocou na trave esquerda, indo ao encontro do goleiro hondurenho, que mandou para as próprias redes.

- Não sei como me sentiria ao chegar a essa marca, pois infelizmente não aconteceu. Então não posso dizer. Mas imagino que estaria orgulho no dia de hoje - disse o atacante do Real Madrid.

O lance que entrou para a história por ter sido o primeiro a ser submetido ao recurso eletrônico, por pouco não fez de Karim também o artilheiro dessa primeira rodada do Mundial ao lado de Muller, da Alemanha.

- Felizmente agora existe o recurso e isso é bom para o futebol - emendou o atacante.

Benzema sabe da sua importância para a seleção, mas rejeita o rótulo de estrela, ou salvador da pátria.

- A equipe da França tem grandes jogadores e tenho certeza que não dá para fazer nada sem o apoio do time todo - disse o jogador, na entrevista coletiva dessa segunda-feira, em Ribeirão Preto, cidade base de treinamentos da seleção.

Embora não se veja como astro dos Bleus, Benzema reconhece a sua importância para o time, especialmente para os mais jovens.

- Tenho jogado com prazer e me expresso assim em campo. Falo bastante com os outros jogadores e no campo tem pedido para que eu procure sempre ser decisivo. Isso é normal e o trabalho está sendo bom, pois têm jovens no time e quero ajudar com a minha experiência - comentou o artilheiro, mostrando-se despreocupado em ser artilheiro da sua seleção, ou até mesmo da Copa.

- Penso primeiro na equipe e temos que aproveitar esse momento. E estou me sentindo bem para o próximo jogo - afirmou.

Se mantiver o mesmo ritmo, Benzema pode alcançar a marca de Just Fontaine, que fez 13 gols no mundial da Suécia, em 1958. Mas para isso terá que levar seu time bem mais longe do que foi na Copa da África e repetir a façanha de Fontaine que marcou gol em todos os jogos, inclusive contra o Brasil. Só na partida contra a Alemanha Ocidental, ele fez quatro. Os outros gols foram marcados nos jogos contra Escócia, Irlanda do Norte, Paraguai e Iugoslávia. Números que o colocaram na história como recordista de gols em uma mesma edição da Copa do Mundo e que ajudaram a levar os Bleus ao terceiro lugar naquele Mundial.