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27/02/2015
08:04

O trabalho de treinador no futebol brasileiro é muito difícil. Com a missão de agradar jogadores, diretoria e torcida, os profissionais estão quase sempre em xeque. Após um bom início de trabalho no Campeonato Carioca, bastaram duas derrotas para Cristovão Borges conviver com um momento decisivo na competição. A partida contra o Resende, domingo, é de extrema importância para o Tricolor.

Tudo porque, uma derrota pode iniciar uma crise e culminar na demissão do treinador. Ciente dos problemas que um resultado negativo pode acarretar, Cristovão revela que está tranquilo:

– Não me sinto ameaçado. É lugar comum. O futebol brasileiro gira em torno de resultados. Isso tem até melhorado ultimamente. Estamos vendo trabalhos durando bastante tempo aqui, o que não era normal há alguns anos – disse o treinador, após a derrota para o Vasco, no domingo passado.

Os problemas do treinador não são poucos. Após duas derrotas seguidas, ficou claro que o time sofre uma certa dependência de Fred, autor de 41% dos gols da equipe no Estadual. Para completar, Jean, que já balançou as redes três vezes e vem se destacando na temporada, não terá tanta liberdade para jogar. O outro volante titular, Edson, está suspenso e o treinador utilizou uma formação ofensiva nos treinos, recuando o camisa 7 para proteger a zaga.

Para aumentar a necessidade de vitória do Fluminense nesta partida, o adversário seguinte ao Resende (11 colocado) será o Botafogo, atual líder da competição. Com 12 pontos na tabela, o Tricolor já está fora da zona de classificação para as semifinais. Dois pontos separam o time de Cristovão dos concorrentes Flamengo, Vasco e Volta Redonda.

Até aqui, a semana nas Laranjeiras foi de concentração e trabalho. Precisando deste triunfo, o treinador vem quebrando a cabeça para decidir a melhor forma de encarar a primeira decisão do ano. A resposta só poderá ser vista em campo.