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09/02/2015
20:25

Em grave crise financeira e esportiva, o Parma, tradicional clube italiano, foi vendido nesta segunda-feira. O valor do negócio é que chama a atenção. O novo proprietário e presidente da equipe pagou apenas 1 euro (R$ 3,15) para ser o novo manda-chuva do lanterna do Campeonato Italiano.

- Vendemos o clube por 1 euro, que foi o mesmo preço que pagamos por ele. As dívidas é que continuam a ser os problemas - disse Pietro Doca, sócio de Rezart Taçi, empresário que comprou o Parma em dezembro, mas não conseguiu ficar nem três meses no comando.

A crise no clube é real. Com salários e outros compromissos atrasados, o Parma precisa pagar cerca de 20 milhões de euros (R$ 63 milhões) até o próximo dia 16 de fevereiro. Segundo o novo dono, ele tem disponível 15 milhões de euros (R$ 47 milhões) para investir imediatamente, e tentará segurar a situação por mais algum tempo. Caso não consiga, corre risco de falência.

A reunião que vai definir a nova diretoria será no dia 19 de fevereiro. Até lá, Fiorenzo Alborghetti e Pietro Leonardi vão ajudar a gerir as operações do clube. Giampietro Manenti é administrador delegado da Mapi Group, uma empresa de serviço com sede na Eslovênia e que trabalha com a Gazprom.

O Parma é um clube antigo na Itália, mas nunca conquistou muitos títulos. Até a década de 1990, quando teve uma forte parceria com a Parmalat, a mesma que investiu no Palmeiras na mesma época. O time teve astros como Buffon, Cannavaro, Fernando Couto, Zola, Asprilla, Brolin, Crespo, Thuram, Verón, Taffarel e tantos outros. Levou três vezes a Copa da Itália, e foi vice-campeão italiano em 1996/97. Além de duas Copas Uefa (atual Liga Europa).

Porém a companhia faliu, e o investimento no clube acabou, assim como aconteceu com o Palmeiras. Mas diferentemente do time paulista, o Parma não conseguiu se erguer, e se dissolveu em 2004. Meses depois reabriu e voltou para a elite. De lá para cá já caiu e voltou, e agora está na lanterna, e podendo voltar a passar por um processo de falência.