icons.title signature.placeholder Bruno Andrade
02/11/2013
18:05

Neste domingo, às 10h, na Rua Javari, o confronto entre Grêmio Osasco e Audax, pela semifinal da Copa Paulista, será marcado por uma mescla de parceria, rivalidade e dúvidas. Eis o primeiro encontro dos dois times administrados pelo empresário Mário Teixeira, executivo do Bradesco.

Em 1º de outubro, o Grêmio Osasco assumiu o controle do Audax, que a partir de 2014 será chamado de Grêmio Osasco Audax. Três dias depois da "adesão" oficial, as duas equipes se enfrentam. Conflito de interesses? Ingerência? Nada disso. Ao menos, essa é a postura da família Teixeira.

– Cada time é um time, não existe fusão. Cada clube tem um presidente, uma diretoria e conselheiros. Um time é independente do outro. A única coisa que Grêmio Osasco e Audax têm em comum é o patrocinador, que é o meu pai. Garanto que vai sair faísca na semifinal da Copa Paulista – declarou Gustavo Teixeira, diretor executivo do Grêmio Osasco e filho de Mário Teixeira, em entrevista ao LANCE!Net.

– Não vamos forçar um time a perder (semifinal da Copa Paulista). Vamos dar total liberdade para as duas equipes brigarem pela vitória e, consequentemente, pela classificação à Copa do Brasil de 2014 (campeão garante vaga). Eles serão rivais – complementou.

Para 2014, o cenário será mantido: dois times distintos. Novo integrante da Série A1 do Paulistão, o Audax será o principal alvo de investimento. E se o Grêmio Osasco, que joga a Série A2, subir à elite em 2015? De acordo com a FPF (Federação Paulista de Futebol), equipes de uma mesma agremiação não podem disputar a mesma divisão.

– Os clubes têm CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) diferentes. É impossível que isso aconteça (veto por causa do regulamento da FPF) – explicou Gustavo, que não rechaçou a possibilidade de adesão dos clubes em 2015.

Mas, enquanto Grêmio Osasco e Grêmio Osasco Audax não se fundirem, a decisão do grupo é de priorizar os investimentos financeiros no Audax.

– O Audax vai demandar mais recursos e investimento porque está na elite do Paulistão. O Grêmio Osasco joga a A2, os jogadores têm salários menores e o investimento já é menor – finalizou.

Vampeta já sofre críticas internas

Mal assumiu o cargo de presidente do Audax, Vampeta já tem sido alvo de fortes críticas internas no time da capital paulista. Jogadores e membros da comissão técnica acreditam que o ex-volante do Corinthians e da Seleção Brasileira, além de polêmico, não tem experiência e postura para administrar o clube.

Na primeira vez que acompanhou de perto o Audax dentro de campo, Vampeta ignorou o jogo (diante do Juventus, realizado no último dia 19, pela Copa Paulista). De acordo com alguns atletas, o novo presidente passou a partida na lanchonete do estádio Nicolau Alayon, em São Paulo. A atitude foi reprovada pelo time.