icons.title signature.placeholder Murilo Dias
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28/08/2015
09:05

– Eu nasci morto, os médicos que me ressuscitaram.

Andar, correr, cantar e viver. Missões apontadas como impossíveis para o palmeirense Oswaldo Bergamin Júnior, de 36 anos. Com paralisia cerebral diagnosticada no nascimento e má formação de seus membros inferiores, passou por três cirurgias para conseguir se locomover. Hoje anda através da porta dos sonhos. E está perto de realizar o seu: ter um CD profissional produzido. Para isso, conta com a ajuda da torcida do Palmeiras.

Começou a cantar na igreja, logo que atingiu a maioridade, e seis anos depois deu início à sua carreira de compositor, mostrando que na sua alma havia muito conteúdo.

- Eu componho o que eu vivo e nem sempre são coisas boas. São coisas que não entendo, que me doem - revela o sonhador, cuja relação com o futebol é de nascença.

Com “papel e caneta e um mic na mão”, Juninho desabafa sobre a vida. Vida esta que é dividida em duas partes: Palmeiras e música. Não existia, portanto, união melhor para que seu sonho realizasse. Na busca por um trabalho profissional após um primeiro CD “amador”, Juninho encontrou a ajuda necessária. Por meio de uma rede social, o cantor achou o apoio de um produtor musical profissional e também palmeirense. Assim, deu início às gravações de seu CD (entenda abaixo).

– Deus está usando o Palmeiras. O Verdão é metade da minha vida, não diria que é a minha vida inteira porque o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes.

Seus olhos castanhos, quase sempre esverdeados pelo sentimento ao Palmeiras, se enchem d'água não só ao falar do time do coração, mas quando lembra de seu falecido pai.

- O Palmeiras era minha única ligação com meu pai. A única forma de não brigar com ele. Foi responsável por dar o abraço mais gostoso no meu pai, em 1993. Responsável pelo melhor programa com meu pai, aquele Palmeiras 6 a 1 contra o Boca, pela Libertadores de 1994. E na hora que eu mais preciso o Palmeiras aparece para me ajudar - falou entre lágrimas.

RIFA ESPECIAL
Para arcar com os custos da produção que giram em torno de 30 mil reais, Junior está rifando uma camisa oficial do Verdão autografada pelo elenco atual e também pelo ex-goleiro Marcos. O sorteio do prêmio ocorre no dia 3, justamente na data do falecimento de seu pai.

- Gastei mais dinheiro do que podia e estou com dificuldade para realizar esse sonho. Consegui com amigos uma camisa autografada e a gente começou a rifa para ajudar angariar esse valor, senão não tem como continuar.

A causa também ganhou o apoio de Cristaldo, que gravou uma mensagem apoiando a campanha. E o camisa 9 não foi o único palmeirense a se envolver na aventura. Juninho correu atrás de um produtor musical e encontrou, por meio de uma rede social, Raul Bianchi.

- Vi que ele estava realmente afim e gente começou a fazer a ‘operação CD do Juninho'. Mas tem alguns pontos que começa a esbarrar, então espero que os palmeirenses ajudem na rifa. Só a mãe, dois ou três parentes acreditam. Ninguém mais, mas ele não desiste. Isso anima porque ao invés de ficar chorando a vida dele ele correu atrás - contou Raul.

Ninguém nasce sabendo, ninguém nasce cantando. Deixaram Juninho procurar seu caminho e ele conseguiu, por meio da música, uma maneira de rir para não chorar. Seu desejo parece ser fazer o mundo inteiro ouvir o que ele tem para contar. E cantar. Pediu um gole de vida e não precisou morrer para ver Deus e para descobrir que o impossível é só questão de opinião. Disso só os loucos, seja por futebol, por música, ou por vida, sabem.

– Eu nasci morto, os médicos que me ressuscitaram.

Andar, correr, cantar e viver. Missões apontadas como impossíveis para o palmeirense Oswaldo Bergamin Júnior, de 36 anos. Com paralisia cerebral diagnosticada no nascimento e má formação de seus membros inferiores, passou por três cirurgias para conseguir se locomover. Hoje anda através da porta dos sonhos. E está perto de realizar o seu: ter um CD profissional produzido. Para isso, conta com a ajuda da torcida do Palmeiras.

Começou a cantar na igreja, logo que atingiu a maioridade, e seis anos depois deu início à sua carreira de compositor, mostrando que na sua alma havia muito conteúdo.

- Eu componho o que eu vivo e nem sempre são coisas boas. São coisas que não entendo, que me doem - revela o sonhador, cuja relação com o futebol é de nascença.

Com “papel e caneta e um mic na mão”, Juninho desabafa sobre a vida. Vida esta que é dividida em duas partes: Palmeiras e música. Não existia, portanto, união melhor para que seu sonho realizasse. Na busca por um trabalho profissional após um primeiro CD “amador”, Juninho encontrou a ajuda necessária. Por meio de uma rede social, o cantor achou o apoio de um produtor musical profissional e também palmeirense. Assim, deu início às gravações de seu CD (entenda abaixo).

– Deus está usando o Palmeiras. O Verdão é metade da minha vida, não diria que é a minha vida inteira porque o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes.

Seus olhos castanhos, quase sempre esverdeados pelo sentimento ao Palmeiras, se enchem d'água não só ao falar do time do coração, mas quando lembra de seu falecido pai.

- O Palmeiras era minha única ligação com meu pai. A única forma de não brigar com ele. Foi responsável por dar o abraço mais gostoso no meu pai, em 1993. Responsável pelo melhor programa com meu pai, aquele Palmeiras 6 a 1 contra o Boca, pela Libertadores de 1994. E na hora que eu mais preciso o Palmeiras aparece para me ajudar - falou entre lágrimas.

RIFA ESPECIAL
Para arcar com os custos da produção que giram em torno de 30 mil reais, Junior está rifando uma camisa oficial do Verdão autografada pelo elenco atual e também pelo ex-goleiro Marcos. O sorteio do prêmio ocorre no dia 3, justamente na data do falecimento de seu pai.

- Gastei mais dinheiro do que podia e estou com dificuldade para realizar esse sonho. Consegui com amigos uma camisa autografada e a gente começou a rifa para ajudar angariar esse valor, senão não tem como continuar.

A causa também ganhou o apoio de Cristaldo, que gravou uma mensagem apoiando a campanha. E o camisa 9 não foi o único palmeirense a se envolver na aventura. Juninho correu atrás de um produtor musical e encontrou, por meio de uma rede social, Raul Bianchi.

- Vi que ele estava realmente afim e gente começou a fazer a ‘operação CD do Juninho'. Mas tem alguns pontos que começa a esbarrar, então espero que os palmeirenses ajudem na rifa. Só a mãe, dois ou três parentes acreditam. Ninguém mais, mas ele não desiste. Isso anima porque ao invés de ficar chorando a vida dele ele correu atrás - contou Raul.

Ninguém nasce sabendo, ninguém nasce cantando. Deixaram Juninho procurar seu caminho e ele conseguiu, por meio da música, uma maneira de rir para não chorar. Seu desejo parece ser fazer o mundo inteiro ouvir o que ele tem para contar. E cantar. Pediu um gole de vida e não precisou morrer para ver Deus e para descobrir que o impossível é só questão de opinião. Disso só os loucos, seja por futebol, por música, ou por vida, sabem.