icons.title signature.placeholder Fabrício Crepaldi
11/11/2013
09:43

Faz tempo que futebol deixou de ser só coisa para homem. Mas, em Belém, algumas palmeirenses vão além do apenas "gostar e entender" do esporte. Elas fundaram a torcida "Palestrinas Paraenses", e acompanham juntas todos os jogos do Verdão em um bar na cidade.

A ideia partiu das amigas Renata, as irmãs gêmeas Kelly e Greyce, e Priscyla. As três primeiras eram amigas de escola e torciam para o Alviverde. O contato foi retomado justamente no jogo do primeiro turno entra Palmeiras e Paysandu, em São Paulo, quando se juntaram para ver pela televisão. Não parou mais.

Depois disso, passaram a acompanhar todas as partidas no mesmo bar, que já era reduto de palmeirenses, e o grupo de mulheres foi aumentando. Hoje, já são cerca de 30 presentes nas partidas e o perfil do Facebook conta com mais de três mil seguidores, de todo o Brasil.

– Sempre fomos palmeirenses e nos reencontramos para ver o jogo contra o Paysandu. Torcemos no meio dos homens mesmo. Gostamos e começamos a frequentar mais. Hoje somos as Palestrinas Paraenses, nos reunimos em todos os jogos. Queremos mostrar que mesmo longe nos reunimos pelo Palmeiras – falou Renata, a principal idealizadora do grupo.

No dia da estreia, contra o Paysandu, já quase teve briga no bar por conta das provocações das torcedoras do Papão. Agora, um turno depois, elas estarão no Mangueirão para celebrar o título da Série B.

– Nos reencontramos contra o Paysandu, agora vamos lá levantar a taça. Tem algumas que torcem para o Paysandu e não sabem se vão ainda, mas para nós é algo raro o Palmeiras jogar aqui – declarou.

Nesta terça-feira, o Mangueirão estará um pouco mais "enfeitado".

VEJA O BATE-BOLA COM RENATA ANDRADE, IDEALIZADORA DA TORCIDA

LANCE!Net: Como é essa torcida feminina e o que vocês costumam fazer?
Renata Andrade: Somos as Palestrinas Paraenses. Sempre quanto tem jogo nos reunimos para ver junto com o pessoal do Palmeirenses do Pará, mas o nosso é específico de mulheres. Quando é jogo importante, cerca de 30 meninas vão ao bar para ver e torcemos juntas. Resolvemos fazer um Facebook que tem mais de três mil seguidores, inclusive homens, do país todo.

L!Net: Mas eles adicionam o perfil de vocês com qual intenção?
RA: (Risos) Tem vezes que chega alguma mensagem perguntando quem está administrando a página, essas coisas, mas há muitos que levam a sério e nos ajudam. Teve até gente de São Paulo que ajudou para fazermos a faixa.

L!Net: E vocês torcem no meio dos homens mesmo, sem problemas?
RA: Dizem que torcemos igual homem. A gente fala palavrão mesmo, não tem problema. A gente xinga, cobra... É como se fosse todo mundo homem lá (risos). Quando sai gol é uma festa geral.