icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
11/04/2014
18:22

A novela em que se transformou a busca do Palmeiras pelo lateral-direito Moreira, do Libertad (PAR), não acabou em janeiro, quando o clube desistiu de trazê-lo no primeiro semestre. Foi um intervalo. A trama terá mais capítulos até a abertura da janela de transferências internacionais, em 14 de julho.

Com o diretor-executivo José Carlos Brunoro à frente, o Verdão tem conversado com investidores em busca de ajuda para comprá-lo. Aos 24 anos de idade e com passagens pela seleção de seu país, o paraguaio poderá render lucro em uma futura transferência.

Na negociação anterior, o pedido era de 1,5 milhão de dólares (R$ 3,5 milhões na conversão da época). Sem investidor, o clube fez uma proposta de 600 mil dólares e ouviu um "não". O valor seria dividido entre o Libertad (PAR) e um fundo representado por Paulo Reichardt, detentores dos direitos do jogador.

O Palmeiras não retomou as conversas com a equipe paraguaia ou com Reichardt, mas mantém contato com Hector Peralta, empresário de Moreira. E ele acredita que as coisas serão mais simples desta vez.

- Brunoro disse que está procurando investidores, não sei se já achou. Sei que o jogador gostou do que o Palmeiras apresentou. O Libertad não tem muito o que exigir, porque o contrato termina no fim do ano, e aí ele sairia de graça. Com certeza vai dar certo - disse o agente, ao LANCE!Net.

Salário não é problema: Moreira já havia aceitado a oferta para um vínculo de três ou quatro anos. Se a negociação finalmente der certo, Gilson Kleina já sabe que será pressionado. É ele quem tem insistido pelo jogador desde o meio do ano passado, quando se encantou por seu futebol na Libertadores - o Libertad era do grupo do Palmeiras.

Outros nomes foram oferecidos, como Roniery, do Paraná, mas Gilson bateu o pé. Ele já brincou dizendo que o paraguaio "vai ter de jogar bola". Quando o papo é sério, o técnico mostra convicção de que é este o nome certo para a posição que hoje tem Wendel como titular, o jovem Bruno Oliveira na reserva - mas frequentemente fora - e improvisados como Tiago Alves e Serginho.