icons.title signature.placeholder Leo Burlá
11/06/2014
07:01

Da baiana Itabuna, o brasileiro Sammir foi encontrar na capital croata Zagreb seu porto seguro. Fez sucesso, ganhou o mundo, mas a distância no relacionamento com o pai parece ainda maior do que os quilômetros que separam a Bahia da Croácia.

Enquanto vê o filho se preparar para disputar a Copa, na Praia do Forte, Litoral Norte da Bahia, Adailton Campos, um ex-ponta-direita do Bahia, garante que foram problemas de ordem financeira que o impediram de ser um pai presente. Após romper com a mãe de Sammir, então com quatro anos, Dadá, como é conhecido, voltou para Salvador e foi, aos poucos, perdendo o contato com o filho.

Depois que o hoje jogador do Getafe (ESP) foi para a Croácia, a história de ambos resumiu-se a dois breves encontros e três auxílios financeiros. Para Adaílton, ficaram ainda uma ponta de mágoa com o filho e uma boa dose de arrependimento consigo mesmo.


– O Sammir nem sabe que moro aqui nesta casa, está na Bahia e nem me telefonou. Ele ficou muito aborrecido devido ao tempo que eu estava em Salvador e não ligava para ele, então queria uma chance de contar as razões para isso, explicar as dificuldades financeiras que passei – contou Adaílton ao L!Net.

Para Leda Campos, atual esposa de Adaílton, a crise entre pai e filho pode ser explicada por outra ótica:

– Acho que ele não tem proximidade e amor pelo pai, mas sei também que meu marido não foi presente e que o que um filho mais quer é ter mãe e pai ao lado.

A tentativa de aproximação mais recente foi frustrada. No dia em qua a Croácia desembarcou em Salvador, Adaílton e a família levaram faixas e camisas para festejar o reencontro. A saída pelos fundos da seleção croata adiou a reunião, que, segundo palavras do próprio Adaílton, não deverá mesmo acontecer durante a Copa no Brasil:

– Ele nunca me chamou para ir até a Croácia. Você acha mesmo que ele me convidaria para um jogo da Copa do Mundo? Difícil...

FESTA GARANTIDA

Apesar de todo o clima de tensão familiar, a casa da Família Campos, no bairro São Caetano, em Salvador, já se prepara para os festejos que antecederão o duelo entre Brasil e Croácia, quinta, em São Paulo.

São esperados amigos e familiares para acompanhar a partida e a promessa é que haja muita música, bebida e comida para todos.

A expectativa particular de Adaílton é que Sammir ao menos seja lançado na partida pelo técnico Niko Kovac.

– Torcerei pelo Sammir antes de mais nada. Queria muito que ele marcasse um gol neste jogo, mas o importante é que se saia bem, caso entre. Aposto em um empate, assim todo mundo ficará contente – disse Adaílton.