icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
22/04/2014
07:06

O gol de Alan Kardec, o da vitória por 2 a 1 sobre o Criciúma no domingo, reforçou a preocupação da torcida do Palmeiras sobre a permanência do artilheiro da equipe, com dez gols marcados no ano. A apreensão deve aumentar ainda mais com as declarações do pai do jogador, homônimo e empresário do atacante, que afirma ter proposta até do Oriente Médio em mãos, enquanto o Verdão tenta retomar as conversas emperradas.

– Nós estamos desde 20 de fevereiro sem ver uma conclusão dessa novela com o Palmeiras. No domingo, fez dois meses que começamos a conversar, e a incerteza começou a me perturbar muito e o meu filho também. Diante disso, estamos ouvindo o que vêm falar para nós. Surgiu um monte de coisa, um monte de proposta e até do mercado árabe – declarou ao LANCE!Net Alan Kardec, o pai, que diz também ter sido procurado por clubes concorrentes do Verdão na Série A.

– Não vou entrar no mérito de nomes de clubes brasileiros, porque foi mais de um. Só vamos parar de ouvi-los quando houver um desfecho com o Palmeiras ou com outro clube – concluiu o representante.

Nesta segunda, José Carlos Brunoro, diretor-executivo do Alviverde, procurou o estafe do camisa 14 para seguir as negociações. A semana passada terminou com os representantes do atleta irritados com a diretoria.

A demora e principalmente as diversas exigências que o clube tem feito para elaborar um novo contrato em seu modelo de produtividade têm tirado os procuradores do sério. Além de Brunoro, o gerente Omar Feitosa também representa o clube.

Segundo pessoas envolvidas na negociação, Kardec já baixou três vezes a pedida salarial, além de facilitar as condições de pagamento para permanecer no Palestra Itália. Outras cláusulas contratuais também precisam ser acertadas.

O goleador está emprestado pelo Benfica (POR) até o fim de junho, mas o Palmeiras tem até 31 maio para exercer a preferência de compra. O valor apalavrado é de 4 milhões de euros (R$ 12,5 milhões), e o novo contrato seria por cinco temporadas.

VEJA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM O PAI DE ALAN KARDEC:

Por que você mudou a postura para negociar com o Palmeiras?
Nós nos vimos forçados a mudar a postura. Estávamos bastante focados na renovação, mas abrimos outras possibilidades. Muitas pessoas me procuraram. A situação não se resolve, o tempo vai passando e começo a lembrar o que vivi com meu filho na época do Santos, porque ele queria ficar no clube, mas teve de voltar para o Benfica.

Alguma oferta o agradou?
Tinha falado antes que tinha um até com R$ 80 mil de diferença dos salários que falamos no Palmeiras, só que eu estava no processo de fidelidade de só ouvir o Palmeiras, coisa que nesse momento eu não estou.

Qual é a chance de ficar no clube?
Tem 50% de chance, porque tem 50% de não ficar também.

Se a negociação se arrastar, como fazer com o limite de jogos no Campeonato Brasileiro?
São tantas situações que não podemos colocar suposições, que não posso ainda dizer que vamos fazer assim ou assado. De repente eu digo que ele não joga depois de maio, mas tenho um contrato para cumprir até junho. E se ele continuar jogando na vitrine até 30 de junho? Mas pode sofrer uma contusão.
Nota da Redação: cada atleta pode disputar no Campeonato Brasileiro um máximo sete jogos antes de se transferir para outro clube da Série A. São nove rodadas antes da Copa.

Falou com ele depois do gol?
Eu estou blindando ele, para ele não se envolver com esses assuntos, que são muito desgastantes.